Rubio deseja "força" ao Papa após diagnóstico de cancro do pulmão
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, desejou hoje "força" ao Papa Leão XIV e aos médicos que o acompanham após o diagnóstico de cancro do pulmão.
"Que o Senhor lhe dê forças e o Espírito Santo guie os profissionais de saúde que assistem o Santo Padre", afirmou no X Rubio, que é católico praticante.
O secretário de Estado norte-americano afirmou ainda estar com a sua família unido em oração pela saúde do Papa.
Rubio reuniu-se no Vaticano em maio com Leão XIV, o primeiro Papa norte-americano, numa visita que procurou também reduzir as tensões entre a Santa Sé e a Casa Branca devido às críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, ao pontífice.
O nódulo nos pulmões retirado ao Papa Leão XIV hoje numa cirurgia em Roma era cancerígeno e obrigou à remoção do "lobo inferior do pulmão direito", informou o Vaticano.
"Para tornar a intervenção radical, foi removido o lobo inferior do pulmão direito", e a operação "confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, como suspeitado pelos exames pré-operatórios", detalhou o Vaticano em comunicado.
Leão XIV, de 71 anos, regressou ao quarto ao final da tarde após a cirurgia de 90 minutos no Hospital Gemelli, em Roma, que, afirmou anteriormente o Vaticano, decorreu «com sucesso, dentro do prazo previsto e conforme planeado».
A operação teve início por volta das 18:00 locais e, segundo fontes médicas citadas pela agência italiana ANSA, Leão XIV poderá movimentar-se e estar de pé na quarta-feira.
O Papa deu entrada no hospital ao início da tarde de hoje, dois dias após ter anunciado que iria ser operado a um nódulo «circunscrito ao pulmão», que foi detetado «numa fase muito inicial».
O comunicado divulgado pelo Vaticano é assinado pelo médico pessoal do Papa, Luigi Carbone, e pelo professor Stefano Margaritora, que chefia a equipa de cirurgia torácica responsável pela operação de Leão XIV.
"O Santo Padre permaneceu no bloco operatório cerca de 3 horas, sendo que a intervenção propriamente dita durou aproximadamente 90 minutos", e decorreu "bem" e sem "complicações", adiantam.
"Após a intervenção, o Papa despertou normalmente e, após um breve período de observação, regressou ao seu quarto no 10º andar" do hospital Gemelli, referem ainda.
Uma fonte do Vaticano acrescentou que o Papa pediu o jantar assim que regressou ao quarto.
Questionada sobre possíveis sinais de propagação do cancro, a mesma fonte informou que estavam a decorrer exames complementares.
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