Zelensky recebido por primeiro-ministro britânico na quarta-feira
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, vai receber Volodymyr Zelensky na quarta-feira em Downing Street, numa demonstração de apoio ao Presidente ucraniano, criticado por Donald Trump, anunciou o Governo britânico.
No encontro, o líder trabalhista prometerá "acelerar a entrega de mísseis de defesa aérea essenciais" e pedirá aos "parceiros internacionais que reforcem as sanções contra a Rússia e aumentem a pressão sobre [Vladimir] Putin", Presidente russo, informou Downing Street em comunicado.
Depois de ter negociado com Putin o levantamento das sanções aos combustíveis russos, no domingo o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes.
Contudo, Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".
"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.
Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.
Zelensky não especificou a que parceiros se referia, caracterizou o ataque como "particularmente vil" e sublinhou que receber informações secretas de parceiros sobre tais ataques "ajuda a salvar vidas" e é "uma das coisas mais importantes".
"É precisamente isso que ajuda a evitar que as pessoas sejam mortas, quando há um alerta prévio sobre mísseis balísticos", escreveu o líder ucraniano na rede social X.
Kyiv continua a depender fortemente de Washington para obter ajuda militar, incluindo sistemas de defesa antimíssil Patriot de fabrico norte-americano e informações secretas sobre ataques russos iminentes.
Os Estados Unidos têm capacidade para detetar imediatamente lançamentos de mísseis balísticos russos, e as autoridades norte-americanas já antes notificaram a Ucrânia, permitindo-lhe emitir alertas de mísseis à população e utilizar defesas aéreas contra mísseis em aproximação.
Já esta noite, Zelensky informou que a capital Kyiv foi hoje novamente atacada por um míssil balístico russo, e mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.
O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.