Crise migratória. Espanha garante que Ceuta tem os recursos necessários para responder ao aumento da procura
O Instituto Nacional de Gestão Sanitária espanhol (Ingesa) garantiu esta segunda-feira que, neste momento, Ceuta dispõe dos recursos necessários para responder ao aumento da procura de cuidados de saúde decorrente da crise migratória, que continua sem ter impacto na assistência médica à população de Ceuta.
Assim o garante a entidade dependente do ministério da Saúde de Espanha no último balanço sobre o dispositivo assistencial da área de saúde de Ceuta, que entre as 9:00 horas de ontem e as 9:00 horas desta segunda-feira prestou assistência a 205 migrantes, "sem incidentes relevantes e garantindo, ao mesmo tempo, a assistência habitual à população de Ceuta".
"A população de Ceuta continua a ter à sua disposição todos os recursos necessários e a atividade programada e de urgência continua a ser assegurada pelo serviço público de saúde", salienta.
Nestas 24 horas, os cuidados de saúde primários realizaram 83 atendimentos, 45 dos quais no Centro de Saúde II (Otero); nenhum no Centro de Saúde III (Tarajal); 12 pelo Serviço de Urgências de Cuidados de Saúde Primários (SUAP) e 26 pelo 061.
Além disso, foram efetuados 42 transportes em ambulâncias, 8 pela Unidade Móvel de Emergências (UME); 19 em Suporte Básico de Vida (SVB); e 15 em Transporte Não Assistido (TNA).
Entretanto, o Hospital Universitário de Ceuta registou 122 atendimentos a migrantes nas Urgências, onde dois doentes permanecem em observação.
Outros 26 estão internados, nenhum deles na UCI ou em Neonatologia: dois estão em Pediatria; 1 em Obstetrícia, 4 na enfermaria cirúrgica, 6 em Internamento Médico e 13 na ampliação das urgências que foi instalada.
Até à data, o hospital dispõe de 212 camas em funcionamento, das quais 92 estão ocupadas (43,4 %) e 120 permanecem livres (56,6 %).
O Ingesa mantém ativado no hospital o nível 1 do Plano de Catástrofes, que corresponde a um cenário em que o centro de saúde ainda consegue responder à situação com os recursos de que dispõe, sem necessitar de um aumento de pessoal ou de recursos materiais.
Por último, os reforços extraordinários da Cruz Vermelha na praia do Tarajal prestaram assistência a 96 migrantes e a outros 45, à porta das urgências. Ontem não foi efetuada qualquer ortopantomografia.
A ministra espanhola da Saúde, Mónica García, explicou que muitos dos casos tratados pelos profissionais de saúde se devem às condições de sobrelotação e insalubridade dos migrantes e insistiu que não existe uma situação de colapso sanitário.
"Reivindicamos que se faça basicamente o que também foi feito em 2021, que é acolher todas estas pessoas para poder ter um controlo e poder ter uma situação de saúde pública controlada e para nós podermos realizar essas investigações epidemiológicas que nos permitam, se detetarmos algum surto, contê-lo, tratá-lo, administrar antibióticos e fazer um acompanhamento dos doentes", acrescentou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.