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Economia

Fabricante chinesa de chips para IA Enflame dispara 179% na estreia em bolsa

Jornal Económico ·
Fabricante chinesa de chips para IA Enflame dispara 179% na estreia em bolsa

A Enflame Technology, uma das mais destacadas empresas emergentes (‘start-ups’) chinesas de chips para inteligência artificial (IA), estreou-se hoje na Bolsa de Xangai com uma subida de 179,2%, num novo capítulo da ‘febre’ de investimento nesta tecnologia.

As ações terminaram a sessão nos 397 yuan (50,97 euros), face ao preço unitário de 142,18 yuan (18,25 euros) fixado pela empresa para a venda de pouco mais de 43 milhões de títulos, que permitiu captar cerca de 6.120 milhões de yuan (786 milhões de euros).

Na abertura, a empresa, com sede em Xangai, registava uma valorização de 188% e atingia uma capitalização bolsista de 26.300 milhões de dólares (22.669 milhões de euros), chegando a subida a atingir 234% nos minutos seguintes.

A Enflame é conhecida como um dos “quatro pequenos dragões” do setor chinês de chips para IA, juntamente com a MetaX, a Moore Threads e a Biren Technology, e é a última deste grupo a entrar em bolsa, após as restantes terem protagonizado ofertas públicas de venda entre o final do ano passado e o início deste ano.

A imprensa especializada antecipou que a entrada em bolsa da Enflame serviria para avaliar o apetite dos investidores pelo setor, depois de a Moore Threads ter disparado 425% na primeira sessão, a MetaX 693% e a Biren 76%.

A procura de ações da Enflame por parte de pequenos investidores superou a oferta em mais de 4.000 vezes, sinalizando que o mercado continua a apostar fortemente nestas empresas.

Fundada em 2018, a Enflame atribuiu cerca de 8,6 milhões de ações a investidores estratégicos, entre os quais Tencent, Xiaomi, GigaDevice e ZTE.

A empresa vai utilizar os fundos captados para desenvolver e comercializar os seus chips de quinta e sexta gerações, reforçar as cadeias de abastecimento e aumentar a capacidade de inovação independente.

Os “quatro pequenos dragões” beneficiaram das restrições impostas por Washington à exportação para a China de determinados chips avançados da norte-americana Nvidia, no âmbito da disputa comercial e tecnológica entre as duas maiores economias mundiais.

O interesse dos investidores nestas empresas é também alimentado pelo apoio do Governo chinês ao setor dos semicondutores, considerado prioritário no âmbito da estratégia de autossuficiência tecnológica de Pequim e uma das áreas-chave do plano quinquenal que orientará a segunda maior economia mundial até 2030.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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