PS quer apoios imediatos às famílias e empresas, mas rejeita proposta do Chega para descer IVA dos combustíveis
Em dia de Conselho de Ministros, o PS exige ao Governo apoios diretos às famílias mais vulneráveis , reforço das medidas para empresas intensivas em energia e para os transportes, bombeiros, IPSS e misericórdias.
Os socialistas recusam, no entanto, o projeto de lei do Chega para baixar o IVA dos combustíveis porque, segundo o líder do PS, só produziria efeitos em janeiro, pois, para já, violaria a norma-travão.
O partido também votará contra a comissão de inquérito do JPP a Luís Neves.
À saída de uma reunião com o grupo parlamentar socialista, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, apontou como prioridade os agregados de menores rendimentos , empresas mais expostas aos custos energéticos e setores que enfrentam uma pressão acrescida com o encarecimento dos combustíveis.
As 4 condições de Carneiro para o PS deixar passar o OE Ler Mais “É dessas famílias que nós estamos a falar”, afirmou Carneiro, referindo-se aos cerca de “dois milhões de trabalhadores” que, segundo os seus cálculos, “não estão abrangidos pelas medidas anunciadas pelo Governo por não pagarem IRS”.
O líder socialista incluiu nesse universo famílias com crianças, adolescentes e jovens que, disse, estão “mesmo no limiar da pobreza”.
A resposta defendida pelo PS passa por recuperar mecanismos semelhantes aos utilizados durante a anterior crise inflacionista.
Carneiro apontou como exemplo o alargamento do abono de família e a atribuição de apoios diretos às famílias mais vulneráveis identificadas pela Segurança Social.
“Há várias formas de conseguir chegar a essas famílias”, sustentou, defendendo também apoios diretos “quer às famílias, quer às crianças”.
Além disso, Carneiro exige ainda que sejam reforçadas as medidas para empresas com elevados consumos de energia , recordando uma norma que o PS introduziu na discussão do Orçamento do Estado para 2026.
“As empresas têm que conseguir sobreviver”, afirmou, salientando as dificuldades sentidas no setor industrial devido aos custos energéticos e apontando ainda os transportes de mercadorias e a logística como áreas particularmente vulneráveis.
O líder do PS defende, neste contexto, a utilização da majoração dos custos com energia em sede de IRC e o alargamento dos apoios a estes setores.
Quer também um reforço dos apoios às associações humanitárias de bombeiros e às instituições particulares de solidariedade social e misericórdias.
No caso dos bombeiros, Carneiro destacou o papel das associações no transporte de doentes e na resposta às necessidades do sistema de saúde, defendendo “um acréscimo dos apoios que já são concedidos”.
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