Irão "responderá dentro de alguns dias" a proposta de paz dos EUA
"Penso que daremos uma resposta dentro de alguns dias", afirmou Abbas Araghchi, referindo-se à proposta norte-americana que recebeu no final de setembro, em declarações recolhidas pela agência iraniana IRNA.
O ministro iraniano recordou que foi entregue à parte norte-americana uma proposta denominada "plano de sete dias para cessar as hostilidades" e reabrir o estreito de Ormuz, e que Washington a rejeitou e respondeu com um plano próprio.
"Estamos agora a analisá-la", disse o chefe de diplomacia da República Islâmica sobre a proposta dos Estados Unidos.
Araghchi afirmou que "o processo de negociação continua através de intermediários" entre Teerão e Washington.
O Irão exige a cessação das hostilidades em todo o Médio Oriente e a libertação dos fundos congelados de Teerão em países terceiros, entre outras medidas, para pôr fim à guerra que começou a 28 de fevereiro e reabrir o estreito de Ormuz.
Estas declarações de Araghchi surgem num momento em que se registou um pico anual de ataques semanais a navios que navegavam pelo estreito de Ormuz, o que fez com que o tráfego de petróleo por esta via estratégica caísse 27% em relação ao máximo atingido durante a guerra do Irão.
A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) informou que dez navios-tanque foram atacados no estreito de Ormuz entre 28 de setembro e 4 de outubro, o que, segundo um relatório da consultora Kpler, representa o número semanal mais elevado registado este ano.
Os ataques não cessaram nos últimos dias, tendo sido registados mais quatro no Estreito de Ormuz desde 04 de outubro.
O Irão e os Estados Unidos mantêm um impasse pelo controlo de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra.
No entanto, os Estados Unidos conseguiram restabelecer parte do tráfego marítimo através do estreito, ao longo de uma rota meridional próxima de Omã.
Washington aplicou também uma guerra económica contra Teerão após a suspensão de ataques, que visa isolar a República Islâmica através de sanções a indivíduos e entidades que estabeleçam relações comerciais com o país.
O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu hoje que o país não deve recear esta "guerra económica" e disse estar determinado a vencer.
"Estamos empenhados em servir o povo com todas as nossas forças e em derrotar a guerra económica do inimigo", disse o chefe de Estado num discurso numa reunião com os comandantes das forças de segurança do país, pouco antes de viajar para o Turquemenistão, segundo a IRNA.
Já no Turquemenistão, Pezeshkian deverá reunir-se na sexta-feira com o homólogo russo, Vladimir Putin, à margem da cimeira de chefes de Estado da Comunidade de Estados Independentes (CEI), em Awaza.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.