Ajuda técnica, meios médico-legais e milhares de milhões de dólares. Nepal apela ao apoio da comunidade internacional
As condições meteorológicas, com chuva e nevoeiro, e os receios de que um lago que se formou após a enxurrada possa transbordar e provocar novas inundações levaram à suspensão temporária das operações de resgate no Nepal este sábado, 29 de agosto, onde se corre contra o tempo à procura de cerca de 3000 desaparecidos.
A BBC diz que a região fronteiriça entre o Nepal e o Tibete se transformou num “pântano”, o que coincide com as imagens que nos chegam daquela região desde a tragédia de quarta-feira, quando o colapso de um glaciar transformou os leitos de rios e as encostas de montanhas numa torrente de rochas, lama, gelo e detritos, matando quase 700 pessoas dados provisórios.
Três dias após a enxurrada, as autoridades anunciaram que alguns corpos recuperados estavam em decomposição, pelo que seria sepultados após as formalidades legais e a recolha de ADN.
“As nossas capacidades sanitárias para preservar estes corpos são limitadas”, reconheceu este sábado Shisir Khanal, o chefe da diplomacia do Nepal, admitindo a necessidade de meios médico-legais, nomeadamente instalações mortuárias que permitam a preservação dos cadáveres, bem como de tecnologias que permitam detetar pessoas com vida ou escavar túneis.
“Neste momento, a urgência continua a ser o socorro e salvar o máximo de vidas possível”, prosseguiu o ministro.
“Fizemos um apelo aos amigos que nos possam fornecer ajuda específica”, explicou, referindo que “foram descobertos centenas de corpos e existe o risco de decomposição”.
A homenagem a uma das vítimas da tragédia O governante apelou ainda ao apoio da comunidade internacional para a reconstrução das áreas afetadas, estimando que os custos possam ascender a “vários milhares milhões de dólares”.
“A reconstrução e a reabilitação poderão talvez ser da ordem de vários milhares de milhões de dólares”, disse Khanal.
“Vamos proceder a uma avaliação das perdas e dos danos e, em seguida, organizarmo-nos.
Apelo ao apoio da comunidade internacional”, acrescentou, negando que alguma vez o Nepal tenha recusado ajuda internacional.
Vários países e organizações internacionais já ofereceram ajuda financeira de emergência ao Nepal, cuja economia em dificuldades depende do turismo e, sobretudo, das remessas dos emigrantes nepaleses a trabalhar no estrangeiro.
A União Europeia anunciou uma ajuda de dois milhões de euros e o Reino Unido de cinco milhões de libras (5,8 milhões de euros, ao câmbio atual).
O Canadá disponibilizou cinco milhões de dólares canadianos (3,1 milhões de euros) “para apoiar os esforços de socorro de emergência no Nepal”.
A enxurrada de água, gelo, lama, pedras e detritos que atingiu o Nepal e o Tibete na quarta-feira destruiu localidades e infraestruturas nos dois lados da fronteira, numa dimensão ainda por determinar.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.