Grandes banqueiros pedem a Bruxelas para flexibilizar regulação para impulsionar economia
Os maiores banqueiros instam a União Europeia a flexibilizar a regulação da banca para ajudar a impulsionar o crescimento da região e fortalecer a economia sob pena de ficar para trás dos EUA e China.
Numa carta enviada aos principais líderes europeus, incluindo o presidente do Conselho, António Costa, e com a comissária Maria Luís Albuquerque ‘em cc’, os líderes dos 11 maiores bancos fazem dois pedidos em concreto.
Bruxelas prepara pacote para reforçar banca da UE Ler Mais Por um lado, lembrando que já dispõem de 2,5 biliões de euros de capacidade de absorção de choques, consideram que “é necessário travar a onda de exigências de capital cada vez maiores” e pedem uma moratória imediata e temporária sobre novos aumentos até que as reformas de longo prazo estejam em vigor.
Isto significaria que poderiam utilizar a geração de capital para financiar a Europa , em vez de a prejudicar.
Em segundo lugar, apelam a que a simplificação seja uma bandeira permanente e não um objetivo pontual.
“A Europa precisa de um foco implacável naquilo que realmente protege a estabilidade e da disciplina para eliminar o que não o faz, incorporada a todos os níveis dos sistemas europeu e nacional”, defendem.
Nesse sentido, os supervisores devem continuar a fiscalizar e a vigiar os bancos, mas passando a considerar também fatores como a competitividade e o crescimento para acabar com a cultura de risco zero que está “profundamente enraizada”.
Além de António Costa, a missiva é dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, à presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e à presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.
Entre os líderes que assinam a carta está Ana Botín (Santander) e Nicola Namias (BPCE), incluindo outros CEO de bancos suíços e britânicos.
Os maiores bancos consideram que as reformas que estão a ser levadas a cabo na Europa só poderão dar frutos de houver uma ação simultânea para remover as barreiras ao financiamento e ao investimento privados.
“A s poupanças existem.
A Europa tem o capital para investir no seu futuro e os seus bancos podem canalizá-lo para investimentos produtivos a partir de amanhã ”, salientam.
“Agora é o momento de a Europa remodelar o seu futuro”, declaram estes responsáveis.
“Crescimento lento, uma ordem geopolítica instável, incêndios florestais por todo o continente, as reservas de gás mais baixas dos últimos 14 anos e a corrida para reconstruir a capacidade de defesa e competir em tecnologias críticas: estes desafios estão a convergir e a Europa não pode enfrentá-los sem uma ação urgente e estrutural para fortalecer a sua economia”, dramatizam.
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