Museu de Arte Moderna de São Paulo reabre com mostra de 33 artistas contemporâneos
O Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, com quase 80 anos de história, reabre hoje após dois anos sem sede, com uma profunda renovação estrutural e uma exposição de 33 artistas brasileiros contemporâneos.
A reabertura ocorre com o "39.º Panorama da Arte Brasileira: Depois que tudo foi dito", com curadoria de Diane Lima, que procura apresentar um olhar expandido sobre a produção artística brasileira e dar visibilidade a diferentes territórios.
"Qualquer curador se sentiria honrado de fazer um panorama", afirmou Diane Lima à Lusa, considerando que a exposição, cuja primeira edição ocorreu em 1969, representa também uma oportunidade de "reescrever a história do próprio MAM" no momento em que o museu recupera a sua sede.
O Panorama reúne artistas selecionados a partir de um mapeamento da produção contemporânea brasileira, com atenção especial a regiões como Centro-Oeste, Norte e Nordeste e à diversidade territorial, cultural, social, de género e étnico-racial.
Segundo a curadora, a mostra, que vai até janeiro, reúne trabalhos de artistas de diferentes linguagens, incluindo escultura, instalação, pintura, desenho e vídeo, numa tentativa de apresentar um olhar "expandido" sobre a produção artística brasileira.
"O que une todos esses artistas é um constante e persistente exercício coletivo de libertação", afirmou Diane, explicando que as obras procuram desorganizar categorias e questionar classificações como arte popular, naïf ou manicomial.
A exposição também procura ampliar os limites da representação através de um "exercício radical de imaginação", segundo a curadora, que descreveu as obras como portadoras de "formas oceânicas, porosas e monstruosas".
O curador-chefe do MAM, Cauê Alves, destacou à Lusa o simbolismo de a instituição voltar ao Parque Ibirapuera, que recebe mais de 18 milhões de visitantes por ano, sendo um dos principais pontos turísticos da cidade de São Paulo.
A renovação do museu incluiu um novo espaço para oficinas educativas, biblioteca, auditório, restaurante, loja e receção, além de sistemas de controlo de humidade e temperatura, preparando o museu para receber grandes exposições internacionais.
"É muito simbólico a gente reabrir a sede do MAM toda renovada, toda tecnológica", afirmou Alves, acrescentando que a instituição pretende reforçar a ligação com os frequentadores do Parque Ibirapuera e ampliar a presença do público no museu.
O curador-chefe destacou ainda que toda a transformação estrutural e arquitetónica, após o museu ser demolido, custou 21,55 milhões de reais (cerca de 3,64 milhões de euros), sendo grande parte financiada pelo poder público local, além de doações de pessoas e empresas.
A renovação, segundo Alves, permitirá ao MAM receber grandes exposições internacionais e reforça a capacidade da instituição para desenvolver atividades destinadas a diferentes públicos, incluindo crianças, idosos, adolescentes e público escolar.
Para Cauê Alves, o MAM - que completará 80 anos em 2028 - deve ser um museu do presente, ligado ao que está a acontecer agora e capaz de apontar caminhos e "projetar possibilidades de futuro para a arte contemporânea".
"Um museu de arte moderna, que tem um acervo contempo
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Cultura.