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Rússia atinge número recorde de ogivas nucleares operacionais desde 2017, revela relatório do SIPRI

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Rússia atinge número recorde de ogivas nucleares operacionais desde 2017, revela relatório do SIPRI

A Rússia aumentou pelo quarto ano consecutivo o número de ogivas nucleares instaladas em sistemas de lançamento prontos a utilizar, atingindo o valor mais elevado desde 2017, de acordo com o relatório anual de 2026 sobre forças nucleares globais elaborado pelo Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (SIPRI).

Em janeiro de 2026, o arsenal total da Federação Russa contava com 5.420 ogivas. Desse total, 2.604 estavam guardadas em depósitos centrais, 1.020 aguardavam desmantelamento e 1.796 encontravam-se operacionais em lançadores terrestres, navais ou aéreos.

Trata-se de um crescimento contínuo desde o início da invasão militar da Ucrânia. Eram 1.588 em 2022, subiram para 1.674 em 2023, 1.710 em 2024 e 1.718 em 2025. Face a 2020, o Kremlin aumentou a capacidade operacional pronta a disparar em 14%, patamar apenas superado pelas 1.950 ogivas registadas há nove anos.

O reforço russo contrasta com o congelamento verificado nas potências ocidentais. Os Estados Unidos mantiveram inalterado o contingente pronto a disparar nas 1.770 ogivas, num arsenal total equivalente ao de Moscovo. A mesma estabilidade verificou-se em França e no Reino Unido, que conservam 280 e 120 ogivas ativas nos respetivos sistemas.

No espaço asiático, a China aumentou os vetores mobilizados em lançadores de 24 para 34, integrados num total estimado de 620 ogivas. A Índia, por sua vez, equipou em 2025 pela primeira vez submarinos de propulsão nuclear com 12 ogivas, consolidando um arsenal global que os analistas estimam agora em 190 armas.

A análise do SIPRI à tríade nuclear russa expõe a repartição destas capacidades estratégicas e as limitações no terreno. No segmento terrestre, os mísseis balísticos intercontinentais suportam atualmente cerca de 892 ogivas operacionais, de uma capacidade máxima calculada em 1.092. Na vertente naval, a Marinha russa conta com 13 submarinos estratégicos aptos a transportar até 928 ogivas, embora as intervenções de manutenção em duas das unidades reduzam a capacidade imediata da esquadra para 704 ogivas. Por fim, a componente de aviação estratégica mobiliza 586 ogivas em bombardeiros pesados.

Esta força aérea enfrentou constrangimentos operacionais significativos ao longo de 2025 devido a ataques das forças ucranianas contra bases em território russo. Esta vulnerabilidade forçou o comando de Moscovo a dispersar frotas de bombardeiros estratégicos Tu-160/M e Tu-95MS para bases remotas em Belaya, no oblast siberiano de Irkutsk, em Dyagilevo, na região de Ryazan, e em Olenya, na península de Kola.

No entanto, os peritos do instituto sueco sublinham que o programa de modernização nuclear da Rússia sofre atrasos estruturais provocados pelo aperto das sanções ocidentais, pela ineficiência industrial e pelo desvio prioritário de recursos para a produção de armamento convencional destinado à frente ucraniana.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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