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UE diz que compra de gasóleo russo decidida por Trump alimenta máquina de guerra de Putin

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UE diz que compra de gasóleo russo decidida por Trump alimenta máquina de guerra de Putin

A 15 de agosto do ano passado, Donald Trump recebeu Vladimir Putin em solo norte-americano, no Alaska.

Agora, valida a compra de gasóleo produzido nas refinarias russas.

EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN POOL EPA/GAVRIIL GRIGOROV/SPUTNIK/KREMLIN POOL A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, alertou, este sábado, que o acordo de fornecimento de gasóleo russo entre Estados Unidos e Rússia proporciona a Moscovo “mais recursos para a guerra” na Ucrânia.

“Este não é o momento para aliviar a pressão sobre a Rússia e a Europa não o fará”, declarou a alta-representante da UE para os Negócios Estrangeiros.

Kaja Kallas recordou que os ataques russos resultaram na morte de mais de 80 civis ucranianos em dois dias e que Moscovo “intensificou os seus ataques híbridos contra a Europa, visando tanto os Estados-membros da UE como os aliados da NATO [aliança do Atlântico Norte]”.

A dirigente comunitária indicou que, na segunda-feira, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE “pretendem aprovar o maior conjunto de listas de sanções contra a máquina de guerra russa desde o início do conflito”, provocado pela invasão russa da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente, na sexta-feira, a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de fabrico russo, incluindo a sua entrada no mercado norte-americano, até 7 de abril de 2027, apesar das sanções impostas a Moscovo.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) mantém, no entanto, restrições aos pagamentos através de contas de três instituições financeiras estatais russas.

A medida foi justificada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como um esforço para conter a escalada de preços dos combustíveis desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Segundo o líder da Casa Branca, a Rússia aceitou libertar de imediato 300 mil toneladas de gasóleo “para o mercado americano e global”, seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.

Após o anúncio deste acordo, a Rússia lançou um forte ataque em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, que matou pelo menos 15 pessoas, incluindo três crianças, segundo as autoridades locais.

Em reação, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, considerou que a Rússia “expressou a sua gratidão” a Washington pelo levantamento de sanções petrolíferas através de novos bombardeamentos contra o seu país.

“Hoje, a Rússia expressou a sua gratidão pelo levantamento das sanções às exportações de gasóleo lançando cinco bombas sobre edifícios residenciais em Zaporijia”, afirmou Zelensky neste sábado, nas redes sociais Lusa Anteriormente, Zelensky já tinha considerado, em declarações à imprensa, que a decisão era injusta e “imprópria de um aliado”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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