Cascais vai colocar radares e separador central na Marginal. Piteira Lopes promete comboio gratuito
O troço da EN6, também conhecida por Estrada Marginal, entre Carcavelos e São João do Estoril vai passar a contar com separador central e radares de velocidade já em 2027 .
Esta é a pretensão do presidente da autarquia , Nuno Piteira Lopes, revelada ao ECO/Local Online na semana em que foi noticiada a intenção do autarca de portajar esta via .
Recorde-se que a Câmara Municipal de Cascais aprovou esta semana em reunião de Câmara a passagem da gestão da Marginal e mais dois vias da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal , e, agora, o Executivo quer pôr a medida em discussão na Assembleia Municipal a 29 de outubro , revela o autarca ao ECO/Local Online.
No que respeita às portagens, Piteira Lopes nega tal pretensão , apesar de em declarações à CNN o ter admitido .
Para o autarca, o que é necessário é encontrar uma fonte de financiamento para que não sejam os munícipes de Cascais (que ficariam isentos da taxa, segundo explicou nas referidas declarações ao canal televisivo) a pagar com os seus impostos o investimento camarário nas vias que o próprio município quer assumir.
Aceitamos receber [a gestão da Marginal] porque queremos garantir a segurança e qualidade de vida de todos os que a usam.
A Marginal precisa de manutenção, de condições de segurança asseguradas e Cascais não vai ficar à espera, quando o que está em causa é a segurança das pessoas.
Se o Estado não faz, nós vamos fazê-lo Admitindo que o assunto “foi abordado na reunião” de Câmara , Piteira Lopes salienta que “uma coisa é os vereadores falarem, terem ideias, abrirem discussões, e é legítimo, porque é o fórum próprio.
C oisa diferente é o Executivo da Câmara deliberar ou aprovar uma proposta ou compromisso com algo.
Nunca esteve em cima da mesa proposta que tenha a ver com introdução de portagens”, assegura o presidente eleito há 12 meses, salientando que “ não é competência da Câmara .
Não é via camarária.
É estrada nacional com gestão municipal”.
Questionado pelo ECO/Local Online sobre esta aparente incongruência – a assunção da gestão de uma estrada que é hoje um encargo para o Estado central, e em simultâneo a pretensão de não alocar a despesa aos cofres do próprio município -, Piteira Lopes assegura que “aceitamos receber porque queremos garantir a segurança e qualidade de vida de todos os que usam” a EN6 e que “a Marginal precisa de manutenção, de condições de segurança asseguradas e Cascais não vai ficar à espera, quando o que está em causa é a segurança das pessoas.
Se o Estado não faz, nós vamos fazê-lo”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.