ONG: cessar-fogo em Gaza existe apenas "no nome"
Mais de 100 organizações não governamentais (ONG) acusaram esta sexta-feira Israel de continuar a matar e ferir palestinianos diariamente e de manter restrições que impedem a recuperação de Gaza, onde o cessar-fogo “existe apenas no nome”.
Num comunicado conjunto, as ONG alertam que “os assassínios e as privações em Gaza não devem ser normalizados sob o pretexto de um acordo de cessar-fogo”, acordado em outubro, sustentando que a população continua a enfrentar condições humanitárias extremas.
Segundo as signatárias, mais de 1.400 palestinianos foram mortos em Gaza desde a entrada em vigor do cessar-fogo , incluindo pelo menos 327 crianças, na sequência de ataques, tiroteios e operações militares israelitas.
As ONG afirmam ainda que centenas de corpos continuam soterrados sob os escombros, uma vez que as autoridades israelitas restringem a entrada de maquinaria necessária às operações de remoção e resgate.
O membro do conselho de administração da Rede de ONG Palestinianas, Mohsen Abu Ramadan, defendeu que as organizações locais continuam a responder às necessidades da população apesar da destruição de instalações, da deslocação de trabalhadores e da redução dos financiamentos.
“O Governo israelita deve pôr termo aos ataques e às restrições que dificultam o trabalho humanitário diário, enquanto os doadores devem disponibilizar financiamento direto e flexível para responder às necessidades existentes”, afirmou.
[Pela primeira vez em doze anos, Annie regressa finalmente a Lisboa. A revolução está nas ruas e Fernando Silva Pais está preso em Caxias. A filha vai fazer tudo para o tentar libertar, mas também vai aproveitar para festejar — e não só. Já pode ouvir “Uma ‘deusa’ no 25 de Abril”, o quarto episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.