CEO da Meo e outros 16 líderes pedem correção das leis Redes Digitais e Cibersegurança
Dezassete presidentes de telecomunicações europeias, incluindo a CEO da Meo, enviaram uma carta a pedir a correção do rumo das leis das Redes Digitais e da Cibersegurança, esta última devido às exigências de remoção generalizada de equipamentos previstas.
Meo, Vodafone, Nos e Digi com falhas no acesso à internet Ler Mais “As redes de conectividade são a base da estrutura tecnológica da Europa e, hoje, ainda controlamos esta camada crítica”, referem os presidentes executivos (CEO) na missiva com o título “Corrigir o rumo para apoiar a liderança tecnológica europeia”, enviada a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e ao presidente do Conselho Europeu, António Costa.
“No entanto, esta posição está em risco devido a reformas políticas incoerentes, e enfrentamos agora uma escolha clara: reforçar a conectividade e desbloquear a liderança tecnológica ou correr o risco de perder o controlo de toda a estrutura “, salientam os líderes das 17 operadoras europeias, onde se inclui a CEO da Meo, Ana Figueiredo.
Na carta, detalham o seu contributo para a liderança tecnológica europeia, referindo que o ecossistema de competitividade contribui com 5% do PIB na Europa e os operadores de telecomunicações investem 64 mil milhões de euros anualmente .
No entanto, “a Europa ainda precisa de 475 mil milhões de euros para alcançar redes de classe mundial apenas no segmento móvel, o que exige um salto qualitativo nos investimentos”, adiantam.
“Ao oferecer conectividade gigabit para todos, 5G ‘standalone’ para a indústria, investimentos estratégicos em cabos submarinos e satélites, e futuras redes 6G, a Europa pode capacitar as suas empresas para expandir a sua atividade em toda a cadeia tecnológica e recuperar a liderança” e “os operadores de telecomunicações estão prontos para desempenhar o seu papel na conquista desta liderança tecnológica”, salientam, exemplificando de que forma, quer na IA, como na ‘cloud’ soberana e na tecnologia de defesa e resiliência.
Neste último caso, ajudando na manutenção da segurança da Europa e contribuindo para a meta de investimento de 1,5% do PIB em infraestruturas críticas, conforme acordado pelos chefes de Estado da NATO.
“Podemos fornecer comunicações militares seguras, deteção de drones, escudos de cibersegurança, operações de segurança gerida, fatiamento (slicing) e recursos dedicados de 5G, bem como serviços de comunicação por satélite.
Estamos prontos para oferecer benefícios tangíveis aos europeus, impulsionando a inovação, reforçando a nossa base industrial e aumentando a capacidade tecnológica soberana do continente em tempos de instabilidade geopolítica”, sublinham.
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