Combustíveis subiram 15 vezes e baixaram 10 desde o início da guerra
A guerra no Médio Oriente provocou um choque energético que é particularmente visível nos postos de combustível.
A instabilidade nos preços é incontornável, gerando incerteza entre famílias e empresas.
No dia 28 de fevereiro, que ficou marcado pelos primeiros ataques dos EUA ao Irão, os preços estavam nos 1,596 euros por litro de gasóleo simples e 1,681 euros por litro de gasolina 95 simples.
Esta segunda-feira, os preços devem avançar para 2,061 euros e 1,985 euros, respetivamente.
Os valores levam em consideração as previsões do Automóvel Club de Portugal (ACP), baseadas no preço de fecho dos mercados de quinta-feira, incluindo já o desconto promovido pelo Governo no ISP.
A geopolítica volta a ser a razão para as alterações.
A guerra dos EUA e de Israel contra o Irão vai completar meio ano esta semana (teve início a 28 de fevereiro) e continua a afetar significativamente a oferta de petróleo ao redor do mundo, pelo que importa fazer uma retrospetiva sobre as variações registadas nos preços.
Se analisados os preços médios do gasóleo neste período, em Portugal, nota-se que subiram 15 vezes e baixaram 10 vezes (esta segunda-feira deverá somar a 16.ª subida), de acordo com os dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), tendo em conta exclusivamente os registos às segundas-feiras.
Importa salientar que, em várias ocasiões, as movimentações do gasóleo e da gasolina foram opostas (uma subida e uma descida, na mesma segunda-feira).
De resto, uma parte significativa das movimentações mais bruscas nas negociações de contratos futuros de petróleo Brent acontece sobretudo à segunda-feira.
Isto porque as decisões mais impactantes no contexto desta guerra são, em muitos casos, conhecidas pelo público ao fim de semana, quando os mercados financeiros estão encerrados.
O valor determina os preços a pagar pelo setor da distribuição, no qual se inserem as gasolineiras.
A sessão da passada sexta-feira encerrou com o Brent ligeiramente abaixo dos 94 dólares por barril.
Há que fazer uma ressalva: o preço do petróleo bruto (matéria-prima) e, por consequência, o preço dos combustíveis (produto final) é, por tendência, altamente volátil.
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