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Economia

Luís Montenegro diz que não será “o pai da austeridade”

Jornal Económico ·
Luís Montenegro diz que não será “o pai da austeridade”

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, afirmou hoje que não será “o pai da austeridade”, mas sublinhou que o Governo não alinhará em medidas facilitistas e voluntaristas que tornariam o dinheiro mais caro para Portugal.

“Se nós desequilibrarmos as contas, se nós formos demasiado voluntaristas e facilitistas, o dinheiro vai ficar mais caro.

E se o dinheiro ficar mais caro, é preciso pagá-lo, é preciso pagar o preço do dinheiro também.

É uma equação que é sempre complexa, é sempre difícil, mas, como tive ocasião de dizer na quinta-feira aos portugueses, e vou aqui repetir, nós não trocamos esta política por nenhuma outra”, referiu Montenegro, em declarações aos jornalistas em Esposende, no final de uma homenagem aos antigos ministros Couto dos Santos e Oliveira Martins.

O primeiro-ministro disse que Portugal tem “uma situação económica e financeira que, no global de todos os indicadores, é mais favorável”, e vincou que não troca isso por nada.

“Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas de austeridade.

E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade, não vou mesmo”, apontou.

Referindo-se, concretamente, aos preços dos combustíveis, Luís Montenegro referiu que o Governo dá um apoio de cerca de 25 cêntimos, por litro, aos cidadãos, e de 35 cêntimos a alguns setores específicos de atividade.

Um apoio que, somado a outras medidas, “vai ascender no final deste ano a cerca de 2.300 milhões de euros.

“Portanto, é um esforço grande”, referiu.

Para Montenegro, o Governo também não está a descurar uma política de aumento do rendimento das pessoas, traduzida na descida, pela quinta vez, do IRS, e na atribuição, pelo terceiro ano consecutivo, de um suplemento extraordinário aos pensionistas.

Tudo de olho no crescimento económico, na valorização dos salários e dos rendimentos das famílias e das pessoas no equilíbrio das contas públicas.

“Se nós desequilibrarmos este desenho, isso vai significar mais défice e mais dívida, isso vai significar o dinheiro mais caro e depois vamos ter de o pagar (…).

Não vale a pena vendermos a ilusão às pessoas de que a ajuda do Governo pode ir ao ponto de eliminar um aumento de preços que nós não dominamos, que tem a ver com guerra, tem a ver com instabilidade comercial e incerteza no contexto internacional”, disse ainda.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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