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DigitalSign faz 20 anos e quer pôr limites verificáveis aos agentes de inteligência artificial

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DigitalSign faz 20 anos e quer pôr limites verificáveis aos agentes de inteligência artificial

A DigitalSign assinalou 20 anos na passada sexta-feira, 9 de outubro, com um evento que olhou menos para trás do que para a frente e chegou a uma pergunta que há pouco tempo pareceria ficção: quando um agente de inteligência artificial erra, como se prova o que aconteceu e quem é o responsável?

O percurso começa a ganhar forma em 2008, quando a empresa de Guimarães se tornou a primeira entidade credenciada em Portugal para emitir certificados qualificados para assinatura eletrónica e foi, durante mais de um ano, o único fornecedor de certificados usados na contratação pública eletrónica . Em 2010 já faturava 2 milhões de euros anuais e, em 2014, atravessou o Atlântico com a DigitalSign Brasil, autoridade certificadora de primeiro nível da ICP-Brasil.

Em 2017 chegou o cliente que mudou a escala do negócio: a Comissão Europeia, que passou a usar certificados qualificados para assinatura eletrónica emitidos pela DigitalSign para todos os colaboradores . No ano passado, Bruxelas renovou o contrato por mais quatro anos.

Em 2020 nasceu o SigningDesk, a plataforma de gestão de assinaturas , e entraram na carteira a EDP, a Jerónimo Martins e a Sonae.

Desde 2022, a DigitalSign integra o Grupo Logalty, o quarto maior operador europeu de serviços qualificados de confiança , segundo a empresa. A DigitalSign conta com mais de 160 colaboradores; o grupo soma 400, mais de 40 milhões de euros de faturação e 60% de quota de mercado nas 100 maiores empresas portuguesas e espanholas, sendo líder na Europa ao nível de serviços qualificados de confiança .

O marco mais recente chegou em agosto passado: a DigitalSign tornou-se a primeira entidade a figurar na lista europeia de serviços de confiança (EU Trusted List) como prestador qualificado de Certificados Eletrónicos Qualificados de Atributos (QEAA) compatíveis com a carteira digital europeia (EUDI Wallet) , que deverá chegar a cidadãos e organizações de todos os Estados-membros no início de 2027. A certificação foi validada por um auditor externo italiano.

Na prática, um QEAA funciona como um atestado digital . Permite provar uma coisa concreta, como a idade, uma habilitação ou os poderes para representar uma empresa, sem expor o resto da identidade do titular. Em qualquer país da União Europeia, tem o mesmo efeito legal de um atestado em papel emitido legalmente; verifica-se em tempo real e está protegido criptograficamente, o que reduz o risco de fraude.

“Esta certificação pioneira na Europa e o reconhecimento do nosso supervisor, o Gabinete Nacional de Segurança (GNS), demonstram a capacidade de inovação da DigitalSign, abrem novos mercados na Europa e reforçam a relação com a Comissão Europeia, o nosso principal cliente nos últimos anos”, afirmou Fernando Moreira, CEO da DigitalSign , quando o serviço foi anunciado.

O exemplo mais concreto apresentado no evento foi o protocolo com a Ordem dos Médicos, que a DigitalSign aponta como a primeira ordem profissional europeia com uma carteira digital segundo as normas da EUDI Wallet.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.

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