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“Ainda há ‘druidas' a fazer oferendas ao deus Endovélico”

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“Ainda há ‘druidas' a fazer oferendas ao deus Endovélico”

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A Gulbenkian tem tido um papel importantíssimo, além da Fundação. De há tantos anos, mesmo antes do fim da ditadura, ter apoiado.

Sim, creio que quase que nos salvou culturalmente de ainda mais isolamento.

É muito importante ver mundo, conhecer outras coisas. Porque depois tudo isso volta.

2026 é ano de Bienal. E aí está, começou há pouco mais de um mês, estende-se até o fim do ano. É a 24ª Bienal Internacional de Arte de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica. Todos os caminhos vão dar ao Alto Minho, e se não é para as águas frias de Moledo, é merecidamente para as artes ao rubro em Cerveira. E este ano promete. Ao todo, 140 participações artísticas com quase 200 obras de mais de 20 países, espalhadas por quatro polos positivos. Para contar tudo, acolho Mafalda Santos. Ela é uma artista visual que expõe há 25 anos, é curadora e é investigadora. Entre o Porto e o Minho, foi bolseira em Nova York, depois viveu uns anos no Alentejo profundo a criar mais residências e oportunidades para outros artistas e é, desde há um ano, diretora artística da Fundação Bienal de Arte de Cerveira. Olá, Mafalda, e bem-hajas por ter aceitado este meu convite diretamente de Évora. Cá estás tu. Bem-vinda.

Pois é, ainda bem. Muito bem. Tu nasceste e és portuense. Tu conhecias Moledo muito bem porque vias de minas com os teus pais de férias para lá.

Exato. Também passei muitos anos lá essas férias, mas as águas são geladas.

E sofro muito quando vejo aqueles Instagrams com a praia, a areia quase a desaparecer, e depois põem aquelas mangas com areia para revitalizar. Este ano acho que estava bem, aquilo estava com bastante areia.

Vive. É uma das 15 freguesias de Cerveira e, na minha opinião, das mais bonitas.

Eu passava em Seixas, que era ali pertinho. Seixas é muito pertinho. É tão giro isto. E depois também viveste no Alentejo profundo, no Alandroal, com o teu marido, que é músico, o Manuel Mesquita, a gerir um programa de residências artísticas, já lá vamos. E estás já há oito anos em Vila Nova de Cerveira, onde tu moras.

Sim, mudei-me para lá há oito anos. É incrível ver o tempo a passar tão rapidamente.

Mas também com tantos projetos e tanta atividade, o tempo passa muito rápido.

Vens do Alentejo mais profundo, que também é uma raia, como tu disseste há bocado, e mudaste de raia, porque foste para o Minho. Estás completamente quase na Galiza e, portanto, é muito engraçado isso. Mas a vivência das artes e das pessoas é completamente diferente e por isso rica e, portanto, ganha-se com isso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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