Cotrim Figueiredo aponta seis "mitos" sobre o Orçamento do Estado: Quais?
João Cotrim de Figueiredo "desfez" aqueles que considerou serem seis "mitos" relativos ao Orçamento do Estado para 2027 - documento apresentado pelo Governo na passada quinta-feira .
No habitual espaço de comentário aos domingos na SIC Notícias, o eurodeputado começou por apontar o " superavit ": "Vamos para o quarto ano seguido de superavit se cumprirmos este Orçamento mas, tal como os anteriores, este superavit - se for atingido -, é porque há um saldo positivo do lado da Segurança Social de sete mil milhões de euros".
"Portugal tem défice no Orçamento do Estado.
Não é um superavit estruturalmente saudável", considerou.
Outros dos "mitos" passa pelo 'tema' da despesa pública : "Olha-se para o rácio e diz-se 'sim, passa de 45% que vamos ter em 2026 para 42% que vamos ter em 2027'.
Parece ótimo, não é.
O que sai do Orçamento é a execução do PRR, que tem uma despesa pública de um lado e tem fundos europeus do outro.
Sai dos dois lados.
A despesa pública não baixou".
Em terceiro lugar, Cotrim Figueiredo destacou o consumo .
"Diz-se que o consumo é que vai puxar pela economia e fazer crescer aqueles 2,1%.
É um bocadinho por exclusão de partes porque - saberão aqueles que estudaram Economia -, no PIB ou é consumo, ou é investimento ou é poupança", asseverou.
Poupança "com o atual custo de vida não vai ser de certeza", o investimento "cai em 2027 no Orçamento 31%, portanto só sobra o consumo".
Já quanto à carga fiscal , o antigo líder da Iniciativa Liberal frisou que esta "não" baixou - tratando-se de outro dos "mitos".
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