Em defesa do bom nome da PJ
Há semanas que o país julga um homem e, quase sem se aperceber, condena uma instituição.
Convém não confundir planos.
Luís Neves não é a Polícia Judiciária.
O que está em causa no seu mandato é conhecido: contratos públicos de cerca de 1,9 milhões de euros adjudicados a uma empresa que também fez obras na sua propriedade privada, um atrelado apreendido ao narcotráfico que foi entregue ao empreiteiro de Barcelos, bens apreendidos destinados a uma alegada “utilidade operacional” e oito anos sem declarações patrimoniais.
Não é pouca coisa, é certo, mas é um caso de gestão, de controlo e de transparência.
Não há inquéritos fabricados, investigações enterradas ou provas manipuladas.
Quem mistura tudo não fiscaliza, instrumentaliza.
A PJ investiga narcotráfico, corrupção, branqueamento, homicídio e abuso de crianças.
Fá-lo sob direcção do Ministério Público e controlo dos tribunais.
Não investiga inimigos.
Investiga factos.
Atirar esse trabalho para a vala comum da suspeita não atinge apenas a Direcção Nacional.
Atinge os inspectores que, em silêncio, separam o cidadão comum da lei do mais forte.
E mina a confiança pública de que o Estado de Direito depende.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.