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Rendimentos de títulos globais disparam com petróleo acima de 100 dólares e medo da inflação

Jornal Económico ·
Rendimentos de títulos globais disparam com petróleo acima de 100 dólares e medo da inflação

A alta do petróleo e novos sinais de inflação persistente reacenderam uma onda global de venda de títulos na passada quinta-feira, 10 de setembro, pressionando os mercados de renda fixa nos Estados Unidos e na Europa e levando os rendimentos dos papéis a máximos de quase 20 anos.

O movimento de maior cautela foi impulsionado pela alta do petróleo Brent, referência global, que saltou 7,98%, para 109,29 dólares por barril, maior nível desde maio.

O WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu em proporção semelhante, para 103,94 dólares por barril.

O temor de uma inflação mais elevada aumenta o prémio exigido pelos investidores para manter títulos públicos.

Com a venda dos papéis, seus preços recuam e, como preços e rendimentos se movem em direções opostas, as taxas de rentabilidade sobem.

Durante o dia, os títulos do Tesouro dos Estados Unidos atingiram os maiores rendimentos em quase duas décadas.

A taxa do papel de 30 anos chegou a 5,35%, alta de até sete pontos-base e maior nível desde junho de 2007.

A do título de 10 anos alcançou 4,95%, avanço de 11 pontos-base e maior patamar desde outubro de 2023.

No mercado acionário americano, as Bolsas S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuaram 0,58%, 0,60% e 0,65%.

O movimento também se estendeu à Europa.

No Reino Unido, a taxa dos títulos de referência de 10 anos avançou 0,11 pontos percentuais, para 5,38%, o maior nível desde 2007.

Na Alemanha, subiu 0,06 ponto percentual, para 3,5%, maior patamar desde 2011.

“Os títulos estão a sofrer um golpe duplo: os preços do petróleo avançam gradualmente, enquanto as recompras dos EUA e os crescentes riscos à credibilidade elevam os prémios de risco”, disse Pooja Kumra, estrategista de juros da TD Securities.

O principal fator por trás do movimento foi a guerra no Irão .

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