Governo leva a Conselho de Ministros apoios extraordinários à economia
Luís Montenegro preside esta quinta-feira a uma reunião do Conselho de Ministros dedicada a medidas extraordinárias para a economia. Além da descida do IRS e do suplemento para pensionistas, devem ser aprovados também apoios para setores mais penalizados pela subida dos preços dos combustíveis. Acompanhamos aqui as declarações do primeiro-ministro.
O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que o conflito no Médio Oriente está a "penalizar muito" Portugal e a Europa. Considera que está a ser seguido "um caminho, do ponto de vista económico e social, estúpido". Internamente, disse que Portugal está "a caminho do quarto superavit consecutivo".
Na abertura da conferência europeia da economia alemã, promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, em Lisboa, Luís Montenegro referiu-se ao "aparentemente interminável conflito no Médio Oriente".
"É, sob o ponto de vista económico, verdadeiramente uma situação insustentável, chega mesmo a ser absurdo, para não usar uma expressão mais forte, que estejamos todos a ser penalizados e não consigamos dar a volta", disse.
O chefe do Governo que diz que tem insistido junto dos parceiros europeus e nas instâncias internacionais" para que se ponha cobro a este caminho".
" Eu vou mesmo dizê-lo: é um caminho do ponto de vista económico e social estúpido , não beneficia ninguém, prejudica-nos a todos, não tem um racional, não tem um sentido", afirmou.
Montenegro acrescentou: "Nós podemos e devemos proteger o mundo das ameaças terroristas, das ameaças nucleares, nós não podemos nem devemos pôr as pessoas a sofrer de forma injustificada por fatores que não conseguimos dominar", afirmou. Quarto superávite
"Vamos a caminho do nosso quarto superávite consecutivo", afirmou o primeiro-ministro, uma semana depois de o ministro das Finanças ter assegurado que o objetivo será ter no final do ano, pelo menos, um saldo orçamental nulo.
Montenegro destacou que, logo a seguir a esta conferência, irá presidir ao Conselho de Ministros que vai aprovar "a quinta descida do IRS", já anunciada na semana passada. "É a quinta vez em 2,5 anos que nós baixamos os impostos sobre rendimento do trabalho, em particular da classe média", afirmou. Na sua intervenção, assegurou que o Governo está consciente "das dificuldades, do sofrimento das famílias e das empresas" com o aumento dos combustíveis, "e por via deles em toda a cadeia produtiva". " Apesar de tudo isso, estamos fortes" , assegurou, destacando, que apesar das circunstâncias "deste ano atípico", Portugal cresceu no segundo trimestre 2,5, "mais do dobro da média da União Europeia e da área do euro". O primeiro-ministro acrescentou que os trabalhadores portugueses tiveram, em média, "uma valorização de cerca de 15% do seu rendimento líquido nos anos de 2024 a 2025" . "15% não é um número qualquer. É mais ou menos o equivalente a dois ordenados mensais, a dois vencimentos mensais (ao fim de um ano). Às vezes nós, com determinados números, não conseguimos transformá-los de maneira a que as pessoas em casa nos percebam", referiu.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias.