Portugal ainda atrai investidores internacionais?
A recente alteração à Lei da Nacionalidade voltou a colocar Portugal no centro do debate sobre a sua atratividade para o investimento internacional.
O ponto crítico não é o conteúdo da lei, mas a forma como o mercado interpreta a consistência do enquadramento ao longo do tempo.
Portugal continua a oferecer atributos muito valorizados por quem investe: qualidade de vida, segurança, integração europeia, um regime de residência ainda competitivo e flexível em várias dimensões.
Nada disto desapareceu.
O que mudou foi a forma como o investidor pesa estes fatores na decisão.
Hoje, já não basta o país ser atrativo.
Tem de ser previsível.
No investimento internacional, a ordem dos critérios conta.
Antes da rentabilidade, vem a perceção de risco.
Antes da projeção de ganhos, vem a análise do ambiente regulatório.
E antes de qualquer comparação entre setores ou ativos, o investidor quer perceber se o país lhe oferece regras do jogo minimamente estáveis.
É aqui que entra o efeito acumulado das mudanças legislativas.
Nos últimos anos, o enquadramento tem sofrido várias alterações, e esse padrão acaba por produzir um impacto que vai além de cada revisão em particular – a incerteza.
Num mercado global competitivo, o capital reage a sinais.
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