Fed no horizonte e Ormuz em chamas voltam a influenciar mercados esta quinta-feira
Os mercados asiáticos abriram com cautela esta quinta-feira, numa sessão que antecipa dados macroeconómicos importantes nos Estados Unidos e na Europa.
A recuperação registada ontem em Wall Street — impulsionada pelos resultados da Dell e pela expansão da Uber — deverá influenciar o sentimento, mas as tensões geopolíticas no Médio Oriente e os yields em máximos continuam a pesar nos investidores.
O foco dos investidores continua no relatório oficial de emprego dos EUA, que será publicado na sexta-feira, após uma semana já marcada por vários indicadores laborais.
Esta quarta-feira, os dados revelaram que a criação de postos de trabalho no setor privado abrandou em agosto, o que reforça a estabilidade do mercado de trabalho.
Este cenário surge depois de Kevin Warsh, presidente da Fed, ter afirmado na semana passada que o emprego no país está praticamente em níveis de pleno emprego.
O destaque da agenda de hoje vai para cinco indicadores norte-americanos com grande potencial para mover os mercados financeiros.
Em primeiro lugar, serão conhecidos os dados de julho da Balança Comercial, após o défice de junho se ter situado nos 73,3 mil milhões de dólares, um resultado que o mercado aguarda com expectativa para avaliar o impacto das tarifas e da guerra comercial em curso.
Adicionalmente, os investidores vão monitorizar de perto os Pedidos Semanais de Subsídio de Desemprego relativos à semana terminada a 29 de agosto, um dado crucial numa altura em que o mercado de trabalho norte-americano mostra sinais de arrefecimento.
A atenção vira-se também para a revisão da Produtividade e Custos do segundo trimestre, sendo a produtividade laboral um indicador-chave para monitorizar a inflação e o crescimento sustentável.
O setor dos serviços estará igualmente sob os holofotes com a publicação da leitura final de agosto do S&P Global Services PMI, cujo índice preliminar se fixou nos 54,6 pontos, acima da fasquia dos 50 pontos que separa a expansão da contração económica.
Por fim, será revelado o ISM Services PMI de agosto, após o índice de julho ter fechado nos 54,1 pontos, sendo que uma leitura acima das expectativas reforçará a tese de uma economia de serviços resiliente, apesar das persistentes pressões inflacionistas.
O governador da Reserva Federal Christopher Waller intervém num evento.
O seu discurso será escrutinizado por pistas sobre a postura monetária do banco central, numa altura em que os mercados já precificam uma subida de taxas na reunião de 15 e 16 de setembro.
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