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Pais admitem colocar anúncio no jornal: "Procura-se professor primário"

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Pais admitem colocar anúncio no jornal: "Procura-se professor primário"

E sta é a história da turma B do 4.º ano da Escola Básica Rainha Santa Isabel, em Lisboa, que continua sem docente, levando os pais a questionar a eficácia do novo mecanismo que o ministro da Educação garantiu que permitiria às escolas resolver estes problemas em apenas um dia.

Além disso, José Cunha tem contactado "amigos, familiares e conhecidos na esperança de aparecer alguém interessado" em dar aulas às 19 crianças, que estão espalhadas por turmas do 2.º, 3.º e 4.º anos.

Um pequeno grupo de alunos teve a sorte de calhar na outra turma do 4.º ano, mas os restantes passam o dia "a fazer fichas de exercício", lamentou o pai, que se tornou porta-voz da turma.

"Há pais desesperados, principalmente quando os filhos têm dificuldades de aprendizagem", contou José Cunha, revelando que o professor colocado no passado ano letivo "era incrível: Os pais e os alunos adoravam-no".

Mas a vaga foi este ano preenchida por uma professora do Porto que "meteu baixa instantaneamente e que não vai ficar. Neste momento estamos no pior dos cenários. Há imensa falta de professores e há vagas que não são preenchidas", lamentou o representante dos pais.

Cerca de seis mil professores apresentaram baixa médica desde o início do ano letivo, segundo dados apresentados na quarta-feira no parlamento pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, que revelou que no início desta semana havia ainda cerca de dois mil horários por preencher, a maioria em escolas de Lisboa e da Península de Setúbal.

Em muitas escolas, os coordenadores assumem estas turmas enquanto a vaga não é preenchida. Mas na Rainha Santa Isabel a coordenadora apresentou um problema de saúde que a impede de o fazer, contou José, que acusa o agrupamento de ser "muito pouco pró-ativo na procura de soluções".

A Lusa questionou a escola na semana passada sobre as razões pelas quais a turma continua sem professor, apesar do novo mecanismo anunciado pelo ministério para colocar docentes no próprio dia, e como está a ser assegurada a componente letiva e pedagógica dos alunos. Mas ainda não obteve qualquer resposta.

Nas reuniões com os encarregados de educação, a escola também transfere responsabilidades para os serviços do Ministério da Educação: "Disseram-nos que algumas das vagas que a diretora abriu na plataforma ainda não formam validadas pelo ministério, ou seja, os professores não se podem candidatar mesmo que queiram preencher a vaga", contou José Cunha.

O pai revelou ainda que já encontraram dois professores reformados interessados, mas a direção escolar voltou a culpar a tutela, dizendo que "ainda não tem autorização do ministério para recorrer a reformados".

A Lusa questionou o ministério sobre estas duas situações, mas ainda não obteve resposta. Assim como continua por responder quantas são as turmas do 1.º ciclo sem professor em todo o país.

A Fenprof tem alertado para a elevada falta de docentes neste nível de ensino, um problema que dizem estar a agravar-se: Este ano, faltavam 175 professores só no distrito de Lisboa (no ano passado eram 112).

Para José Carlos este é o maior problema da escola pública.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - País.

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