De óculos inteligentes a alfinetes com IA. Receios sobre privacidade aumentam
As empresas que apostam numa era pós- smartphone com dispositivos de inteligência artificial (IA) alimentam receios em relação à privacidade em todo o mundo, um sentimento que pode atrasar a adoção desta tecnologia emergente.
A reação contra dispositivos capazes de ver, ouvir e responder ao mundo ao seu redor tem sido mais forte em relação aos óculos Ray-Ban da Meta.
O dispositivo popularizou os óculos inteligentes ao combinar o design moderno da EssilorLuxottica com a IA da empresa de Mark Zuckerberg.
Os óculos, no entanto, tornaram-se alvo de críticas e atraíram a atenção de tribunais que analisam ações judiciais sobre privacidade, de utilizadores que temem gravações secretas e de críticos que alertam para um futuro em que os óculos com IA omnipresentes corroam as expectativas de anonimato e consentimento.
Estabelecimentos no Reino Unido, incluindo uma das maiores redes de pubs do país, a Wetherspoon, restringiram o uso destes óculos.
A comunicação social tem avançado que a Meta deverá apresentar óculos inteligentes sem câmara já esta quarta-feira (23), em conferência da empresa.
O anúncio destaca os desafios que as empresas enfrentam para conquistar uma fatia do mercado dos smartphones , avaliado em mais de 600 mil milhões de dólares (526,4 mil milhões de euros).
Os fabricantes de dispositivos estão a testar vários formatos para ultrapassar estas preocupações.
Esses formatos vão desde óculos e alfinetes a pendentes e gravadores de voz que se fixam magneticamente a um telemóvel, segundo declarações à Reuters de quase uma dúzia de executivos de tecnologia, analistas e especialistas jurídicos.
Algumas empresas estão a obter uma aceitação mais rápida no setor empresarial do que junto do público em geral.
O desfecho do debate sobre privacidade poderá moldar um mercado que as empresas de tecnologia veem como a próxima grande plataforma de computação.
Se as empresas não conseguirem conquistar a confiança do público, as mesmas funcionalidades que tornam úteis os dispositivos wearable com IA — câmaras sempre ligadas, microfones e perceção do ambiente — podem tornar-se um obstáculo à sua adoção.
“Os formatos vencedores serão aqueles que tornarem a interação mais natural, útil e confiável”, disse Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão de dispositivos móveis da Samsung, em declarações à “Reuters” em julho.
À medida que a IA assume mais tarefas, afirmou, os utilizadores vão exigir sistemas que permaneçam seguros e sob o seu controlo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.