A oportunidade de explorar o lítio em Portugal
Portugal não possui recursos naturais abundantes que possam contribuir de forma significativa para o seu desenvolvimento e crescimento económico.
Não se percebe por isso que, tendo o país as maiores reservas de lítio da Europa e a concessão do projeto lítio do Barroso, o maior depósito europeu do minério que contém lítio (a espodumena), a exploração do mesmo esteja condicionada por fatores e obstáculos que urge esclarecer e remover.
Apesar dos seus escassos recursos naturais, o nosso país tem uma longa história mineira.
A exploração do estanho e do ouro esteve na origem da ocupação romana na Península Ibérica.
A exploração do volfrâmio na Segunda Guerra Mundial permitiu que Aliados e alemães coabitassem na sua exploração.
Foram as épocas mais relevantes da história mineira em Portugal.
Por outro lado, o nosso país apresenta uma gestão mineira das mais sofisticadas do mundo.
A mina de Neves Corvo e a mina de Aljustrel são reconhecidas como sendo uma referência de boas práticas, cumprindo as exigências ambientais e regulamentares impostas pela União Europeia, que não têm paralelo noutros blocos económicos.
A mina de Neves Corvo é a mais rentável da Europa e a sua qualidade do ar é melhor do que em alguns centros comerciais de Lisboa e do Porto.
Também é de salientar que o concelho de Castro Verde apresenta o salário médio mais alto do país.
Sabemos que o setor da indústria extrativa tem pouco significado e peso na economia nacional, representando 0,5% do PIB e 0,4% do VAB.
Em Portugal não se abre a exploração de uma nova mina há mais de 30 anos.
Uma das razões reside na discrepância entre o processo de decisão política e o ciclo de exploração das minas.
Este último demora em média 7 anos e os efeitos benéficos para as regiões e para o país só surgem após esse período.
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