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Processo judicial de ex-estilista contra Lizzo é arquivado

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Processo judicial de ex-estilista contra Lizzo é arquivado

Quase dois anos depois de ter excluído Lizzo como arguida individual no processo interposto por Asha Daniels contra a cantora de About Damn Time e a sua produtora, Big Grrrl Big Touring, Inc., um juiz federal norte-americano rejeitou as restantes alegações apresentadas pela antiga estilista, determinando esta terça-feira que o processo não poderia prosseguir.

A decisão do juiz Fernando L. Aenlle-Rocham, segundo o The Guardian , concluiu que Daniels não conseguiu demonstrar a existência de um “ambiente hostil” ou um tratamento desigual entre homens e mulheres por parte dos funcionários da produtora. A antiga estilista acusou a cantora e a empresa, em 2023, de “bullying, assédio e discriminação sexual” , alegando ter sido sujeita a um contexto “inseguro e com forte conotação sexual”.

“Esta conduta alegada e estes alegados incidentes, embora inadequados e pouco profissionais , estão dentro do âmbito do que o Supremo Tribunal considerou estar fora da proteção do Título VII como parte das ‘tribulações comuns do ambiente de trabalho’”, lê-se na decisão de Aenlle-Rocham, citada pelo jornal britânico.

“Gordas, inúteis e burras.” Lizzo é alvo de novo processo. Estilista acusa artista de “assédio sexual e discriminação racial”

Daniels alegou ainda ter sido vítima de discriminação devido a uma deficiência , depois de ter sofrido uma lesão no pé durante um incidente com um responsável pelo guarda-roupa. O juiz entendeu, contudo, que os ferimentos não cumpriam os critérios previstos na legislação norte-americana para configurar o crime, embora “o tribunal não procure minimizar ou desconsiderar a dor sentida pela demandante com estas lesões”.

Lizzo sempre negou as acusações, que descreveu no passado como “falsas” e “ultrajantes ”, reagindo à decisão com alívio. “Rezei para que a verdade viesse ao de cima e, graças aos meus incríveis advogados, a verdade prevaleceu”, afirmou a cantora num vídeo que publicou nas redes sociais .

“Todas as alegações absurdas de uma assistente de guarda-roupa que trabalhou na digressão durante menos de três semanas (incluindo a alegação de que lhe partiram uma unha de acrílico) foram descartadas”, acrescentou.

Já o advogado de Daniels, Ron Zambrano, contestou a decisão do tribunal, considerando que as provas deveriam ter sido avaliadas por um júri . O advogado defendeu ainda que as lesões sofridas pela sua cliente, que a obrigaram a coxear enquanto trabalhava, cumpriam os requisitos legais para serem consideradas uma incapacidade ao abrigo da Lei dos Americanos com Deficiência (ADA).

“Estas são questões importantes porque estas alegações dependem frequentemente da forma como um júri avalia todo o ambiente de trabalho, o contexto circundante e os factos contestados. Discordamos respeitosamente da abordagem do tribunal e estamos a considerar os próximos passos apropriados”, escreveu Zambrano em comunicado, citado pelo The Guardian.

O processo de Daniels surgiu na sequência de um processo separado interposto por três ex-dançarinas de apoio que acusaram a vencedora de um Grammy de criar um ambiente de trabalho hostil através de assédio sexual, racial e religioso.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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