Líder da Comissão promete mais apoio à Ucrânia e sanções à Rússia
No discurso sobre o Estado da União, feito no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (França), Ursula Von der Leyen admitiu que o inverno "será difícil para a Ucrânia" e lembrou que os ucranianos estão a lutar pela sua liberdade, mas também pela liberdade e autodeterminação da Europa.
Por isso, a Comissão Europeia quer apoiar a Ucrânia "da melhor forma possível", o que, segundo a líder do executivo comunitário, deve começar por um reforço da ajuda humanitária.
"Juntamente com os nossos parceiros, iremos prestar ajuda humanitária e reforçar o fornecimento de energia e aquecimento da Ucrânia", avançou Ursula Von der Leyen aos eurodeputados.
Além disso, o bloco europeu vai reforçar a defesa aérea da Ucrânia, nomeadamente entregando "com urgência" os mísseis antiaéreos 'Patriot' norte-americanos comprados na semana passada aos Estados Unidos.
Os 'Patriot' são um dos sistemas de defesa antiaérea e antimíssil mais avançados do mundo, capazes de intercetar aviões, drones avançados, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos, e são desenvolvidos pela empresa norte-americana Raytheon Technologies.
Ursula Von der Leyen quer, no entanto, reduzir a dependência da União Europeia deste único fornecedor.
"Por isso queremos desenvolver um sistema de defesa antimíssil acessível e modular com a Ucrânia", avançou, sublinhando que a peça central desta cooperação é o 'Freyja'.
O Freyja é um novo sistema de defesa antimíssil pan-europeu, lançado em julho e concebido pela empresa de defesa ucraniana Fire Point para criar uma alternativa mais barata e de alta produção aos 'Patriot'.
Este sistema será acompanhado de outras medidas, disse a líder da Comissão Europeia, referindo que serão estabelecidos mais projetos conjuntos com a Ucrânia através dos fundos do SAFE (Security Action for Europe), programa que disponibiliza até 150 mil milhões de euros em empréstimos para reforçar os investimentos em defesa dos Estados-membros.
Além disso, Ursula Von der Leyen defendeu que a pressão sobre a Rússia deve ser mantida e aumentada, não pela adoção de novas sanções, mas pela aplicação das já existentes.
"As nossas sanções são dolorosas. Exercem uma enorme pressão sobre a economia russa. A Rússia está a tentar de tudo para as contornar. Devemos também fechar todas as brechas", considerou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.