Porto de Leixões quer exceção na VCI. Alteração de rota custa dois milhões
A presidente da Comunidade Portuária de Leixões, Marcília Montenegro, defendeu nesta terça-feira a criação de um regime de exceção na Via de Cintura Interna (VCI) para os camiões com origem ou destino no Porto de Leixões, para evitar que as restrições à circulação prejudiquem a competitividade da infraestrutura.
Já Susana Pinho, representante da Comunidade Portuária da Figueira da Foz e da Altri, antecipou custos adicionais de 1,5 a dois milhões de euros por ano para a empresa devido ao desvio do tráfego para vias alternativas.
A proposta da presidente da Comunidade Portuária de Leixões surge num contexto de pressão sobre os custos logísticos, na sequência da proibição de circulação de pesados, entre as 7h e as 21h dos dias úteis, nos mais de 20 quilómetros da VCI, que liga Porto e Vila Nova de Gaia.
A medida está em vigor desde 15 de setembro e abrange os troços das autoestradas A1/IC1, A20/IC23, A28/IC1 e A44/IC23 .
Porto de Leixões cresce para o mar e afasta contentores Ler Mais As transportadoras fazem contas ao aumento dos custos – especialmente em contexto de alta dos preços dos combustíveis – e estão a adaptar as operações para minimizar o impacto económico dos desvios de tráfego para vias alternativas, como é o caso da Circular Regional Externa do Porto (CREP), oficialmente denominada de A41.
“ Esta proibição prejudica bastante o Porto de Leixões, que pode perder competitividade, porque o transporte vai ficar mais caro “, alertou Marcília Montenegro, em declarações ao ECO/Local Online, considerando que a medida do Governo não resolverá, por si só, os problemas de congestionamento daquela via.
Face aos “elevados” custos logísticos, a responsável defende que seja aplicado aos camiões com origem ou destino no Porto de Leixões o mesmo regime de exceção previsto para os pesados que efetuam cargas e descargas nos concelhos do Porto e de Vila Nova de Gaia .
Para esta exceção em vigor, as empresas transportadoras têm de requerer uma habilitação prévia de circulaçã o, na plataforma de registo de matrículas, disponibilizada pelas duas autarquias, à qual a PSP tem depois acesso.
Carros circulam na Via de Cintura Interna (VCI) junto ao Nó da Boavista, no Porto JOSÉ COELHO/LUSA JOSÉ COELHO/LUSA No segundo dia da sétima edição da Conferência Porto Maritime Week, que decorre até sexta-feira, os impactos das restrições à circulação de veículos pesados na VCI foi um dos temas em destaque.
Susana Pinho, representante da Comunidade Portuária da Figueira da Foz e da Altri, antecipa mesmo custos adicionais de 1,5 a dois milhões de euros por ano , se os camiões continuarem a desviar o trajeto para vias alternativas, como é o caso da CREP.
Estas alterações de percurso traduzem-se em mais quilómetros percorridos, maior consumo de combustível e mais emissões.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.