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Noruega: Sonja e Mette-Marit, as duas consortes de Haakon

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Noruega: Sonja e Mette-Marit, as duas consortes de Haakon

Há agora duas rainhas na Noruega, mas nenhuma delas ocupa o trono. Com a morte de Harald V, a Rainha Sonja mantém o título, ocupando um papel de consorte, assim como a nora, Mette-Marit, que passa de princesa a Rainha por ser mulher do monarca. Mas, afinal, qual é o papel real das duas dentro da monarquia norueguesa?

Ao lado do Rei, a Rainha consorte tem uma função protocolar e acompanha o monarca em receções de Estado ou visitas oficiais. O papel é equiparado ao de uma “primeira-dama”, e no passado esteve mesmo ligado a uma figura feminina para estar ao lado do então chefe de Estado. Entre 1954 e 1968, o “cargo” chegou a ser exercido pela princesa Astrid, irmã de Harald V e atualmente o membro mais velho de toda a realeza europeia. O motivo foi a ausência de uma Rainha — a mãe, a princesa Marta, morreu em 1954, e o Rei na altura, o avô Haakon VII, também era viúvo.

Pela primeira vez em mais de 100 anos, a Noruega tem duas rainhas consortes. Sonja também é a primeira mulher de um monarca a sobreviver à morte do marido desde a separação do reino da Suécia, em 1905. E a morte de Harald V na passada sexta-feira abre também outro precedente: coloca pela primeira vez uma mulher na posição de princesa herdeira . Como já é maior de 18 anos, Ingrid Alexandra assumiu imediatamente o posto que é seu por direito desde 1990, quando a Constituição foi alterada e garantiu a sua prioridade na linha de sucessão.

Provavelmente serão a mãe e a filha as duas peças-chave no início do reinado de Haakon VIII, que assume o trono numa altura particularmente difícil na vida pessoal: o período de recuperação da mulher, a agora Rainha Mette-Marit , que em junho foi submetida a um transplante de pulmão.

Poucas horas depois da morte de Harald V veio a confirmação: Mette-Marit é a nova Rainha da Noruega. Um título certo, mas que continua cercado por dúvidas, especialmente numa altura em que a própria se encontra numa espécie de licença médica até ao final do ano.

A mulher de Haakon VIII, diagnosticada com uma fibrose pulmonar em 2018, foi diminuindo aos poucos as suas aparições públicas este ano. A degradação da saúde, que culminou no transplante em junho , foi inversamente proporcional ao escrutínio que sofreu devido às suas ligações com Jeffrey Epstein , que voltaram a lançar a sua popularidade ladeira abaixo. Em março, um inquérito do jornal norueguês VG revelava que 47% dos leitores não achavam que a princesa deveria ser rainha.

Mette-Marit nunca foi propriamente popular: quando conheceu Haakon já tinha um filho de quatro anos, Marius, que foi acolhido pela família real. Mas o facto de ser mãe solteira era o menor dos problemas. Os tabloides noruegueses rapidamente descobriram histórias sobre o passado da agora Rainha, envolvendo o abuso de drogas. Antes de subir ao altar, a princesa assumiu a “juventude rebelde”: “Passei dos limites e sinto muito por isso”.

Apesar das polémicas, a então princesa foi bem recebida no seio familiar pelos Reis Harald V e Sonja e manteve-se ao lado do marido representando a realeza em vários eventos oficiais.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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