Dois projetos europeus competem para desenvolvimento de futuro míssil intercetor hipersónico
A Europa está a entrar numa nova fase da corrida para desenvolver um míssil intercetor capaz de travar mísseis hipersónicos e balísticos, com dois grandes projetos europeus a disputarem a próxima etapa de desenvolvimento apoiada pelo Fundo Europeu de Defesa (EDF).
De um lado está o HYDEF (European Hypersonic Defence Interceptor), liderado pelo consórcio espanhol Sistemas de Mísseis de Espanha (SMS) e tem como parceiro industrial de referência a alemã Diehl Defence — ao todo são 14 parceiros industriais .
O projeto conta com 100 milhões de euros do EDF e visa desenvolver um novo intercetor europeu, trabalhando áreas como propulsão, aerodinâmica, sensores, guiamento e manobrabilidade.
Consórcio europeu quer desenvolver intercetor antimíssil Ler Mais Do outro lado, o HYDIS 2 (Hypersonic Defence Interceptor Study), coordenado pela multinacional MBDA e reúne 19 parceiros e mais de 20 subcontratados em 14 países europeus .
O programa está igualmente focado no desenvolvimento das tecnologias críticas e necessárias para criar um intercetor contra ameaças hipersónicas.
O objetivo passa pelo desenvolvimento de um sistema endoatmosférico , capaz de intercetar ameaças ainda dentro da atmosfera terrestre , incluindo mísseis balísticos de nova geração, mísseis de cruzeiro hipersónicos e veículos planadores hipersónicos.
A competição ganha agora importância à medida que Bruxelas prepara a próxima fase do desenvolvimento destes sistemas, num contexto em que a União Europeia (UE) procura reduzir dependências externas e criar capacidades próprias de defesa aérea e antimíssil.
Os dois projetos vão apresentar as suas propostas até 29 de setembro e a Comissão Europeia deverá decidir o vencedor ainda este ano .
MBDA desenvolve sistema intercetor para travar drones Ler Mais A guerra na Ucrânia demonstrou a importância dos sistemas de interceção ao mesmo tempo que evolução dos arsenais e as crescentes ameaças russas colocam novos desafios ao bloco europeu.
O desenvolvimento destas capacidades é também uma questão de soberania tecnológica.
Atualmente, os países europeus continuam a depender em várias áreas de sistemas produzidos fora da Europa, enquanto procuram construir uma arquitetura de defesa capaz de responder a ameaças balísticas e hipersónicas sem depender exclusivamente de fornecedores externos.
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