Tecnologia na Administração Pública tem de assegurar segurança e qualidade de dados
A 1 de julho o Governo apresentou o seu assistente multimodal automático de linguagem com inteligência artificial, mais conhecido como Amália.
Este modelo vai estar integrado na Administração Pública e facilitar a comunicação entre os diferentes sistemas utilizados.
Pretende colmatar uma falha “grande” nos serviços , a sua interoperabilidade.
Este é um fator importante e que, muitas vezes, atrasa processos, pede dados repetidos e resulta na ineficiência dos serviços.
Na opinião de Rui Cruz, CEO da Opensoft, esta integração é importante e reflete uma aposta na utilização de tecnologia para “melhorar a prestação de serviços”.
Apesar de se poder dizer que é um passo na direção certa, a Administração Pública enfrenta alguns desafios para melhorar a sua interoperabilidade e gerir todos os dados que a era em que vivemos tem e continua a ser necessário investir na formação das suas equipas.
A Administração Pública está dotada de capacidade, formação e recursos humanos para conseguir gerir os dados na era em que vivemos? É verdade que a tecnologia, por si só, não resolve este desafio.
A capacitação das organizações é um pilar tão relevante como as ferramentas tecnológicas disponíveis.
Por isso, é fundamental continuar a investir na formação e desenvolvimento das equipas, dotando os profissionais das competências necessárias para gerir os dados de forma eficaz e clarificando, simultaneamente, as responsabilidades de cada interveniente ao longo de todo o ciclo de vida da informação.
É igualmente essencial promover uma cultura colaborativa.
A literacia de dados contribui para eliminar silos entre departamentos e organismos, favorecendo uma gestão mais responsável, consistente e eficiente da informação e permitindo que as organizações trabalhem de forma mais integrada.
Quais os principais desafios que a Administração Pública enfrenta? Um dos principais desafios continua a ser a existência de sistemas que não integram num modelo de interoperabilidade que elimine as redundâncias de informação.
Historicamente, a Administração Pública foi desenvolvendo múltiplos sistemas que, em alguns casos, ainda funcionam de forma isolada, ou que não entre si de forma fluida.
O resultado poderá ser uma duplicação de dados, processos menos eficientes e a necessidade de cidadãos e empresas fornecerem repetidamente a mesma informação.
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