Motor da economia está na revisão. Turismo troca potência por extras
Numa década sem cedências, num crescimento que envergonhava a restante economia, o turismo poderá ter atingido o seu ponto de maturidade em número de turistas , mas há mais dinheiro “estrangeiro” a entrar .
A introdução de novas páginas no menu de serviços ao dispor dos turistas tem aqui relevância, conforme ouviu o ECO/Local Online dos presidentes das regiões de turismo.
Ponto comum no discurso dos representantes do turismo no país – e que uns poderão ler como narrativa preparada pela indústria e outros como alteração do paradigma face ao modelo do Portugal barato e baseado no sol e mar –, o produto turístico português está em processo de mutação .
O meio para chegar ao bolso dos turistas está em serviços como o turismo enológico e de natureza no Algarve, a aposta em eventos com atração internacional e subida de nível nas unidades hoteleiras .
José Santos, presidente da região que, a par do Porto e Norte, maior crescimento teve no número de dormidas no primeiro semestre deste ano (últimos dados disponibilizados pelo Turismo de Portugal no estudo Travel BI divulgado no final de julho), diz que a questão dos eventos é muito importante.
“Temos mudado o paradigma, porque o Alentejo não tinha grandes eventos internacionais ”.
Proveitos globais de janeiro a junho Portugal – 3.148 milhões de euros (+5,4%) Área Metropolitana de Lisboa – 1.018 milhões (3,3%) Algarve – 698 milhões de euros (+7,7%) Norte – 526,6 milhões de euros (+5,6%) Região Autónoma da Madeira – 433 milhões de euros (+8,4%) Centro – 230,8 milhões de euros (+0,6%) Alentejo – 134,7 milhões de euros (+8,8%) Região Autónoma dos Açores – 106,7 milhões de euros (+5,6%) Ainda que haja uma nova vaga de turismo de primeira água a compor-se no litoral, no eixo Tróia-Comporta, o Alentejo terá apenas em outubro o primeiro hotel de cinco estrelas, que ficará no interior , a Herdade da Torre Vã, em Ourique.
Turismo abranda, mas não quebra.
Setor aposta em valor Ler Mais Descendo no mapa, o Algarve assistiu nos últimos tempos a reconversões de hotéis de quatro para cinco estrelas , designadamente o Pestana Delfim e o Hotel Montechoro.
Estas duas realidades são salientadas ao ECO/Local Online pelos presidentes das respetivas regiões.
Ao mesmo tempo que André Gomes, do Algarve, destaca o aumento do serviço com a subida de escalão para as cinco estrelas, José Santos admite que a escassez de unidades de quatro e cinco estrelas e com mais de 100 quartos não ajuda no reforço do preço no Alentejo .
Estes somam às festas tradicionais, como a Festa da Flor, que terminou neste domingo em Campo Maior, ou a Feira de São Mateus, em Viseu, realça o gestor.
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