Investimento em certificados de aforro volta a bater recorde
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em julho, pelo 22.º mês consecutivo, e atingiu os 43.851 milhões de euros, num crescimento homólogo de 14,7%, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal (BdP).
Este é o valor mais alto investido em certificados de aforro (CA) desde o início da série do BdP, em dezembro de 1998, e representa uma aceleração face ao crescimento homólogo de 13,9% registado em junho .
Em termos nominais, havia no final de maio deste ano mais 5.629 milhões de euros aplicados em CA que no mesmo mês de 2025 e mais 768 milhões de euros que em junho.
Julho foi, assim, o 22.º mês consecutivo de subida do valor global em certificados de aforro.
Após uma forte procura, impulsionada com a subida das Euribor, os CA começaram a perder o interesse dos aforradores quando, em junho do ano passado, a série de certificados em comercialização (“série E”) foi substituída pela “série F” , com uma taxa de juro mais baixa.
Ainda assim, os investidores voltaram a optar por este instrumento, que mais que compensou o desinvestimento em certificados do tesouro (CT), que recuaram em julho para 6.532 milhões de euros, menos 28 milhões de euros que em junho e uma quebra de 24,5% (-2.125 milhões de euros) em termos homólogos.
O valor investido em CT, agora no valor mais baixo desde janeiro de 2015, tem descido de forma consecutiva desde outubro de 2021 , quando atingiu um máximo de 17.865 milhões de euros.
Segundo os dados estatísticos da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública — IGCP mais recentes, referentes a junho, as emissões de novos CT foram, nesse mês, de cinco milhões de euros, enquanto as saídas (resgates) totalizaram 196 milhões de euros.
A taxa de juro do primeiro ano é de 2,35%, subindo para 2,45% no segundo e terceiro, para 2,65% no quarto e quinto, para 2,75% no sexto e sétimo, para 2,85% no oitavo e nono e, por fim, para 3,35% no décimo e último.
Já o valor mais baixo em CA foi registado em novembro de 2012, quando Portugal estava a cumprir o plano de resgate e a taxa de desemprego disparou , contabilizando-se, então, 9,7 mil milhões de euros em investimento nestes títulos.
Os dados divulgados esta quinta pelo BdP registam ainda que, em maio, a dívida direta do Estado aumentou 1,7% em termos homólogos, para 315.255 milhões de euros, apesar da quebra de 7.481 milhões de euros em cadeia.
Noutros instrumentos de dívida, em termos homólogos, as obrigações do tesouro (OT) mantiveram-se praticamente inalteradas em 179.444 milhões de euros, enquanto os bilhetes do tesouro (BT) avançaram 12,6% para 13.633 milhões de euros.
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