Albufeira. Suspeito de atropelamento hoje em tribunal: "Foi assustador"
O condutor que atropelou pelo menos 16 pessoas na madrugada de terça-feira, 25 de agosto, na rua da Oura, em Albufeira, é ouvido hoje em tribunal, onde ficará a conhecer as medidas de coação com que ficará a aguardar julgamento.
O homem, de 35 anos, que apresentava uma taxa crime de álcool no sangue no momento em que foi detido, avançou com o carro contra uma multidão, apesar das advertências da Guarda Nacional Republicana (GNR) e das baias que protegiam a zona de bares mais conhecida (e agitada) da cidade algarvia.
Para já, as motivações do português, natural de Angola, são desconhecidas. O que se sabe é que provocou verdadeiros momentos de pânico na Oura e deixou duas pessoas feridas com gravidade, entre as quais uma jovem portuguesa de 21 anos.
À SIC Notícias , Sven, um jovem de nacionalidade estrangeira que se encontrava no local contou que viu "o carro a descer a rua, com algumas pessoas em cima". Sabe-se agora que são duas das vítimas do atropelamento e estavam agarradas ao capô do veículo.
Segundo Sven, o suspeito "ia a conduzir a 30/40 quilómetros/hora" e atropelava um a um, quem estivesse no caminho.
Tal como é possível ver nas imagens, entretanto divulgadas nas redes sociais mas que o Notícias ao Minuto optou por não reproduzir por poderem ferir as suscetibilidades das pessoas mais sensíveis, depois de o carro passar, vários militares da GNR, que o perseguiam, dispararam tiros para o ar para alertar as pessoas e tentar parar o condutor.
"Começámos a fugir dos tiros. Percebemos o que se estava a passar porque começámos a ver os polícias a correrem atrás do carro e pensámos: ok, tudo bem, é a polícia. Mas começámos a correr quando ouvimos os tiros na rua", admitiu o jovem.
Nem Sven, nem os amigos ficaram feridos. Mas dificilmente esquecerão o que aconteceu na madrugada de terça-feira em Albufeira. "Um homem que estava em cima do carro tinha perdido o sapato, vimos-lhe o tornozelo e não foi nada agradável de se ver", revelou.
Já Maja Lewecka, de 18 anos, é uma das vítimas atropeladas que ficou em cima do capô do carro. Aos jornalistas, a turista irlandesa disse que foi apanhada de surpresa na estrada e não se apercebeu da aproximação do carro, tendo sido colhida e arrastada durante vários metros em cima da viatura.
"Nem me apercebi de que o carro se aproximava, quando o vi já estava em cima de nós. Foi tudo muito rápido", afirmou, classificando o incidente como "assustador" e assegurando que foi depois "bem assistida" no hospital de Portimão. Ficou com múltiplas escoriações e ferimentos visíveis nos membros inferiores.
Maya, que está pela primeira vez em Portugal, confessou ainda que quando deixar o país, já hoje, irá levar consigo uma "má memória", mas com a consciência de que "poderia ter sido pior".
E poderia mesmo. Duas das quase duas dezenas de pessoas que foram atropeladas ficaram em estado grave. Entre elas uma jovem portuguesa de 21 anos.
A nacionalidade e idade do outro ferido grave não é, pelo menos para já, conhecida.
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