DBRS sobe rating do BCP para “A” e vê banco “bem posicionado para manter níveis de rentabilidade”
A Morningstar DBRS anunciou esta segunda-feira a revisão em alta do rating de crédito do BCP BCP 0,98% , elevando a avaliação a longo prazo de “A (low)” para “A”, acompanhada de uma perspetiva estável .
Já a notação dos depósitos a longo prazo subiu para “A (high)”, com a agência a destacar a sólida posição financeira da instituição e o quadro legal português, que confere prioridade aos depositantes em processos de insolvência ou resolução bancária.
Na publicação feita esta manhã, a agência de origem canadiana, que há pouco mais de um mês destacou os “resultados globalmente sólidos” da banca portuguesa , sublinha que a subida no rating do BCP “reflete a rentabilidade forte e resiliente do grupo nos últimos anos, sustentada por um crescimento sólido do crédito, por uma margem financeira elevada, por custos operacionais bem controlados e por um custo do risco moderado”.
A Morningstar DBRS considera que o grupo liderado por Miguel Maya está “bem posicionado para manter os atuais níveis de rentabilidade, apoiado pela resiliência da economia e do mercado de trabalho em Portugal — apesar do ambiente macroeconómico desafiante a nível global –, pelo contínuo crescimento do crédito, por um enquadramento favorável das taxas de juro e pela contínua disciplina de custos”.
E assinala a diminuição dos riscos associados à carteira de hipotecas em francos suíços na sua subsidiária polaca (Bank Millennium).
BCP já gastou 232,6 milhões de euros na recompra de ações Ler Mais Uma melhoria da avaliação que assenta ainda na “melhoria contínua” ao nível da qualidade dos ativos, fruto dos “esforços ativos” de diminuição de risco ( de-risking ) e do reforço do modelo de gestão de risco ao longo da última década.
No final de junho, o BCP registava um rácio líquido de crédito malparado de apenas 0,1%, “significativamente abaixo” da média dos pares europeus (1,1%), com a agência a frisar ainda a sólida posição de liquidez e os confortáveis níveis de capitalização do maior banco privado português.
No primeiro semestre deste ano, o BCP lucrou 566,1 milhões de euros , mantendo no segundo trimestre a tendência já bem visível nos resultados dos três primeiros meses de 2026.
Depois de, em 2025, ter atingido um resultado líquido recorde, acima dos mil milhões de euros, a instituição subiu o lucro do primeiro semestre em 12,7% face ao período homólogo.
A margem financeira evoluiu de forma positiva, mas a melhor performance veio das comissões, crescendo 5,8%, acima do que aconteceu com os custos.
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