Médio Oriente: Depósito de combustível em chamas perto do aeroporto de Riade
Um depósito de combustível do gigante petrolífero saudita Aramco, situado perto do aeroporto internacional de Riade, está em chamas, comprovou a AFP, depois de habitantes da capital terem relatado explosões.
Segundo a agência noticiosa France-Presse (AFP), são visíveis bombeiros a tentar apagar as chamas que saem do depósito, que ostenta o logótipo da companhia nacional saudita.
A Arábia Saudita emitiu durante a noite de sexta-feira para hoje alertas de risco de ataques contra a capital pela primeira vez desde o reinício das hostilidades com os huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, seguidos por fortes explosões ouvidas na cidade.
Os alertas em Riade foram os primeiros na capital saudita desde a mais recente escalada com os huthis.
Os alertas foram, entretanto, levantados.
As autoridades sauditas não disseram o que motivou os alertas ou a causa das explosões, mas anteriormente tinham comunicado a interceção de mísseis e drones huthis que se aproximavam.
Momentos antes, o portal especializado FlightRadar24, dera conta de que o aeroporto internacional de Riade estava a registar “perturbações graves”, depois de habitantes terem relatado à AFP ter visto chamas e fumo negro nas proximidades.
O portal classifica o aeroporto no nível máximo de perturbação, com voos cancelados ou atrasados.
As autoridades da Arábia Saudita emitiram a série de alertas de emergência em oito cidades do país, incluindo a capital Riade, perante a ameaça de possíveis ataques provenientes das milícias huthis do Iémen, apoiadas pelo Irão.
As notificações de risco abrangeram simultaneamente as localidades de Jidá, Taife, Yanbu, Alula, Khamis Mushait, Jizá e Abha.
No caso das primeiras quatro, os sistemas de alerta da população chegaram a ser ativados até duas vezes consecutivas, segundo informou o jornal “Saudi Gazette’.
Por outro lado, a mobilização do sistema de segurança foi ampliada nas primeiras horas de sábado com a ativação de alertas na capital, Riade, e na província de al-Kharj.
Durante a fase de risco máximo, as autoridades instaram a população a procurar abrigo no interior das habitações e de estruturas sólidas, a afastar-se de zonas abertas, varandas e janelas de vidro, e a evitar a presença em terraços.
Uma vez decorrido o período de alarme máximo, o organismo estatal emitiu vários comunicados oficiais nos quais confirmou que o perigo imediato tinha sido neutralizado em todas as zonas afetadas, dando por concluídos os alertas sem que, até ao momento, as autoridades tenham divulgado um balanço de danos ou interceções.
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