Museu Nacional da Resistência inaugura exposição “Linha de Horizonte”
O Museu Nacional Resistência e Liberdade, em Peniche, assinala no sábado a abertura ao público das antigas cozinhas da cadeia, com a inauguração da exposição temporária “Linha de Horizonte”.
A mostra, da autoria de Rui Macedo, com co-curadoria de Aida Rechena e Inês Valle, apresenta “uma intervenção site-specific que interliga a pintura, a instalação e a morfologia arquitetónica do lugar, a partir do património material e imaterial da antiga cadeia, para se debruçar sobre repressão, tortura, resistência, liberdade e memória”, refere a Museu e Monumentos de Portugal na sua página na internet.
“Pela pintura, Rui Macedo aproxima diferentes tempos e geografias, convoca a memória histórica para a trazer à contemporaneidade”, acrescenta o mesmo texto.
A inauguração da exposição temporária, que ficará patente ao público até 27 de abril de 2027 assinala, também, a abertura ao público da zona das antigas cozinhas da Cadeia Política do Forte de Peniche.
O espaço “preserva a sua configuração arquitetónica original, enquanto lugar de encarceramento político durante a ditadura”.
O Museu Nacional Resistência e Liberdade foi inaugurado oficialmente no dia 27 de abril de 2024, exatamente 50 anos depois da libertação dos presos políticos do Forte de Peniche, quando os portões das várias prisões do Estado Novo se abriram depois de 48 anos de repressão e ditadura.
O museu é considerado um símbolo da resistência e da luta pela liberdade que veio posicionar Portugal no roteiro internacional dos chamados Museus de Memória, evocativos de lutas travadas em nome da liberdade e dos direitos humanos.
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