REN. Estado teria de pagar mais 148 milhões de euros para chegar hoje aos 20%
A Parpública fechou a compra de 13,7% na REN à Pontegadea Inversiones, mas o Governo pretende uma participação de até 20% .
Se a holding do Estado avançasse já para a aquisição de mais 6,3% na gestora de redes elétricas na Bolsa de Lisboa, teria de pagar 147,8 milhões de euros , segundo cálculos do ECO com base na cotação desta sexta-feira, de 3,5050 euros por ação.
Embora o preço da aquisição dos 13,7% da sociedade de investimento do dono da Zara não tenha sido tornado público, segundo um despacho de 6 de julho assinado pelos ministros das Finanças e da Economia, citado pelo Observador , a informação que suporta a decisão do visto prévio concedido pelo Tribunal de Contas revela que o valor pago foi de 389,8 milhões de euros, o que equivale a 4,25 euros por ação, incorporando um prémio de 15% face à cotação média da REN nos últimos seis meses.
Governo mandatou Parpública para comprar até 20% da REN Ler Mais Tendo em conta a cotação atual, uma eventual compra de 20% custaria um total de 537,8 milhões de euros .
O Governo justificou o prémio – validado por uma análise financeira elaborada para a Parpública pela Caixa BI, o banco de investimento da Caixa Geral de Depósitos – na compra à Pontegadea com a limitada disponibilidade dos maiores acionistas da REN em venderem as suas ações, a curta liquidez e os direitos de governação considerados relevantes que a reentrada no capital da empresa liderada por Rodrigo Costa.
Cada negócio tem as suas próprias características e agentes, mas se o Estado for confrontado com as mesmas condicionantes e tiver de pagar um prémio ao mesmo nível do que foi acordado na compra da primeira fatia de 13,7%, terá de desembolsar mais 179,2 milhões de euros para adquirir 6,3% adicionais.
Nesse caso, o investimento total ascenderia, nesse caso, a 569,1 milhões de euros.
Onde irá o Estado às compras? O Governo reconhece a relutância dos principais acionistas da REN em vender as posições .
Os chineses da State Grid Corporation, maior acionista com 25%, terão sido contactados mas não se mostram vendedores.
Há três outras participações de referência: a seguradora Fidelidade com 5,3%, a espanhola Redeia Corporación com 5% e que controla entre outros ativos a Red Eletrica, homóloga da REN, e a Corporación Masaveu , grupo histórico e influente espanhol que, além de 5% na REN, tem 6,82% da EDP através da Oppidum Capital.
Preços-alvo mostram upside de 13,55% A liquidez das ações da REN é reduzida, segundo o Governo, mas o ‘free float’ da cotada – ou seja excluindo acionistas de referência e ações — ascende a 45,3% segundo o site de relações com investidores.
Poderá ser aqui que o Estado poderá encontrar a segunda fatia que pretende.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.