Manifestantes continuam na Praça D. João I no Porto
Cerca de 300 pessoas permaneciam hoje, pelas 4h, na Praça D.
João I, no Porto, sem intenção de desmobilizar e na esperança de não ter "nenhuma visita da polícia", disse à Lusa uma porta-voz do movimento pela habitação.
"A nossa intenção é ficar por aqui.
Temos um dia longo amanhã, cheio de atividades e eventos.
Esperamos não ter nenhuma visita da polícia, esperamos muito menos que essa visita seja violenta", afirmou Mariana Guedes, porta-voz do Movimento pela Habitação.
Pelas 4h, os manifestantes permaneciam em silêncio na praça, reagindo apenas à passagem de vários carros, que buzinavam em apoio à causa.
"A nossa segurança implica também uma habitação segura, uma habitação acessível, universal.
Portanto, se calhar sofremos por um lado, mas esperamos ganhar por outro", acrescentou a manifestante.
O movimento pela habitação que, desde o passado sábado tem ocupado a Praça D.
João I decidiu hoje voltar a montar tendas e a acampar no local, estando mais de 50 tendas erguidas.
Na noite de quinta-feira, a partir das 19h, cerca de três mil pessoas concentraram-se para manifestar pelo direito à habitação, na sequência de uma acampada que começou no sábado e teve intervenção de limpeza municipal na segunda-feira, primeiro, e uma carga policial na madrugada de quinta-feira, depois, da qual resultaram quatro dezenas de feridos, com a organização a garantir ter sido sempre pacífica e a PSP a defender que houve "resistência".
Centenas instalam tendas no Porto, por "mais e melhor habitação" Centenas de pessoas instalam tendas, na noite deste sábado, 17 de outubro, Praça D.João I, na cidade do Porto, onde há uma semana decorre um protesto por "mais e melhor habitação.
Lusa | 03:19 - 18/10/2026
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