Descida do IVA nos combustíveis e bens alimentares causaria défice orçamental, avisa Ministro das Finanças
O Partido Socialista e o Chega defendem uma descida do IVA nos combustíveis de 23% para 13% enquanto se mantiverem os preços altos nas bombas devido à guerra no Médio Oriente, e IVA zero nos bens alimentares essenciais.
Em entrevista à agência Lusa, o Ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, diz que essas medidas custam cerca de dois mil milhões de euros, 1200 milhões para os combustíveis e 800 milhões para os bens alimentares , o que faria com que as contas públicas voltassem ao vermelho.
“Para aprovar uma proposta dessas, [Chega e PS] têm ambos de votar favoravelmente, se quiserem fazer uma coligação e aprovar isso , o que estão a dizer ao país é que querem que em 2027 haja um défice” , afirmou Miranda Sarmento à Lusa, à margem da reunião informal de ministros dos Assuntos Económicos e Financeiros (Ecofin), em Dublin.
“Não há saldo orçamental desse montante.
Será muito, muito inferior.
Será positivo, será um superavit, mas muito inferior”, disse Miranda Sarmento.
A menos de um mês da apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2027, PS e Chega teriam de apresentar medidas compensatórias do lado da receita para o país não resvalar para um défice orçamental, diz o Ministro das Finanças.
A estratégia do Governo é continuar a apresentar excedentes, embora mais reduzidos face a situação geopolítica mundial.
“Este ano de 2026, dadas as tempestades, dado o Irão, estamos muito próximo do zero, mas ainda assim em campo positivo .
No próximo ano voltamos àquilo que sempre foi a nossa política, um pequeno superávit” , afirmou.
"No próximo ano, continuaremos a ter um excedente.
Quando eu digo reduzido, não será de 0,7% do PIB como tivemos em 2025, será mais baixo”, acrescentou Miranda Sarmento na entrevista.
Os avisos de Joaquim Miranda Sarmento surgem após as declarações de Luís Montenegro, ontem, de que não será "o pai da austeridade", mas que não tomará medidas "facilitistas" que ponham em causa o equilíbrio financeiro do país levando à subida das taxas de juro.
Montenegro diz que não será "o pai da austeridade", mas exclui medidas que tornem o dinheiro mais caro O Ministro das Finanças defende que nesta conjuntura o Banco Central Europeu (BCE) ser prudente na resposta à subida da inflação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.