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Luís Neves é a "prenda envenenada" do Governo?

Observador ·
Luís Neves é a "prenda envenenada" do Governo?

Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Há notas para atribuir à atualidade. Estamos na edição de domingo de "E o Vencedor é..." Eu sou Miguel Cordeiro e comigo já estão o José Manuel Mestre e o Henrique Borné. Bem-vindos, bom domingo. Vou começar pelo Henrique, porque queres aproveitar a publicação das entradas nas universidades. As colocações foram divulgadas ontem. Mais de metade dos alunos conseguiu entrar na primeira vaga, 85% conseguiu colocação nas três primeiras opções. De aumento, o número de alunos que consegue entrar já nesta primeira fase, sobram apenas cerca de 6 mil vagas para a segunda fase. Tu, a propósito de todas essas colocações, queres falar de educação e de inteligência artificial.

É isso. Miguel, bom dia. Bom dia, José Manuel. Não é exatamente sobre o tema das colocações. Parabéns aos colocados, boa sorte a quem vai às segundas voltas. Este tema deu uma grande discussão e nem de propósito o dia de hoje, este dia de agosto chuvoso, lembra-me quando eu era miúdo, que era normalmente o dia em que se escolhia para ir fazer as matrículas no ensino secundário. Normalmente, quem estava de férias aproveitava o dia de chuva para ir, se estava perto de Lisboa, era o meu caso, ir fazer as matrículas. Lembrei-me do tema escola, mas agora numa perspectiva diferente. Nos últimos tempos, nas universidades é muito comum, sobretudo nas universidades, mas isto poderia chegar facilmente, e deveria chegar facilmente ao secundário, é muito comum a discussão sobre como é que se avaliam os alunos, porque uma das formas de avaliação mais comuns são pedir trabalhos, ensaios, estudos, trabalhos que os alunos fazem. E é evidente que neste momento os professores têm a dúvida sobre quem é que faz o trabalho, se é o aluno ou se o aluno faz com a inteligência artificial. Isso mesmo se coloca de forma até mais complicada para teses de mestrado, teses de doutoramento. E tem havido uma grande discussão sobre como é que se avalia isso tudo. Muita gente para os exames e para a avaliação nas aulas, mais do que para o problema das teses de mestrado e doutoramento, tem respondido com trabalhos na sala, avaliações orais. Tudo isso me parece interessante e parece-me importante, porque os alunos têm que ser avaliados. Mas eu acho que é uma discussão mais importante que precisamos ter e, portanto, este é o pretexto, se quiseres aproveitar este dia para esse pretexto, que é: nós vamos ter que pensar o que é preciso ensinar nas aulas a quem vai ter a inteligência artificial disponível. Ou seja, se nós achamos que daqui a 20 anos ou daqui a 10 anos, ou daqui mesmo a cinco anos, com a inteligência artificial disponível como está, devemos continuar a dar as mesmas aulas da mesma maneira e sentar professores em frente a turmas de 20, 30, 40, 50 ou 100 pessoas, e ensinar-lhes da mesma maneira que ensinávamos há 10, 20 ou 50 ou 100 anos, parece-me que é evidente que temos qualquer coisa errada.

Mas Henrique, pegando exatamente no que estavas a dizer, basta olharmos aqui para o que aconteceu no passado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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