Ondas de calor provocaram 301 mortos por afogamento em França
N uma entrevista à France Inter, citada pela Efe, a ministra apontou que as mortes aconteceram desde o dia 19 de junho, data do início de uma série de ondas de calor.
Marina Ferrari considerou o número de mortes "um balanço triste" e explicou que as ondas de calor continuam a ter uma grande influência nesses afogamentos, uma vez que são períodos em que as pessoas procuram refrescar-se com maior frequência.
"Muitos desses acidentes mortais ocorrem em zonas balneares que não estão nem autorizadas nem vigiadas", constatou a governante, que assegurou que o Governo adotou medidas para prevenir este tipo de situação.
Para a ministra dos Desportos, "muitos afogamentos ocorreram, no caso de pessoas mais idosas, em piscinas privadas".
"Às vezes, entra-se na água sem respeitar as normas de segurança", acrescentou Marina Ferrari, que apontou ainda o "choque térmico", que pode atingir certas pessoas e provocar o afogamento se as normas não forem seguidas.
Desde o final de maio, quando se registou a primeira onda de calor em França - inédita devido à sua precocidade -, verificou-se um excesso de mortalidade de cerca de 7.300 pessoas, a maioria das quais registadas entre 17 e 30 de junho, durante o segundo episódio de calor, o mais extremo desde que existem registos.
Os dados relativos às mortes são provisórios, uma vez que não incluem os da terceira onda de calor, que teve início em 28 de julho e que foi considerada encerrada na sexta-feira.
Nesse dia, a França pôs fim a 70 dias consecutivos com temperaturas acima da média histórica, que se iniciaram em 12 de junho, um período em que essas três ondas de calor se sucederam praticamente sem interrupção.
Mais de 30 mil mortes em excesso foram registadas na Europa nos últimos meses, marcados por vagas de calor excecionais, segundo dados provisórios da plataforma EuroMomo e das autoridades de saúde de vários países, incluindo Portugal.
Entre meados de junho e meados de agosto, a plataforma europeia de monitorização do excesso de mortalidade (EuroMomo) estima que tenham ocorrido mais de 32 mil mortes em excesso na Europa, sendo que o verão ainda não terminou.
A EuroMomo, cujo modelo estatístico inclui relatórios oficiais de 23 países europeus, excluindo partes da Europa de Leste, não divulga dados para cada país.
No entanto, noticiou a agência France-Presse (AFP), várias autoridades nacionais de saúde publicaram números provisórios para diferentes períodos, abrangendo geralmente desde o final de maio até meados de agosto.
Um levantamento da AFP destes números em oito países revelou 33 mil mortes em excesso ou mortes diretamente ligadas ao calor, na Alemanha, França, Bélgica, Espanha, Inglaterra, Países Baixos, Áustria e Portugal.
Segundo as últimas estimativas semanais da EuroMomo, a última semana de junho parece ter sido a mais mortífera dos dois meses que terminaram em 16 de agosto, com quase 16.000 mortes em excesso, seguida pela primeira semana de julho, com cerca de 8.000 mortes em excesso.
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