Universidades portuguesas recuam no ranking de Xangai
As universidades portuguesas perderam terreno na edição de 2026 do Academic Ranking of World Universities, conhecido como Shanghai Ranking .
Portugal passa a ter seis instituições entre as mil melhores universidades do mundo, menos uma do que em 2025, com as universidades de Lisboa e do Porto a descerem do intervalo 201-300 para o grupo 301-400, numa lista liderada por Harvard, seguida de Stanford e MIT.
O que está a “travar” eleição do reitor da Nova de Lisboa? Ler Mais A Universidade de Coimbra é a única portuguesa a melhorar a classificação, subindo do intervalo 501-600 em 2025 para 401-500 este ano.
Em sentido contrário, a Universidade de Aveiro desce de 401-500 para 501-600.
A Universidade Nova de Lisboa mantém-se entre as posições 701 e 800.
A maior deterioração ocorre na Universidade do Minho, que passa do intervalo 501-600 para 801-900, uma queda de três escalões na classificação.
A Universidade da Beira Interior, que se tinha estreado no ranking em 2025 no grupo 901-1000, já não surge entre as mil instituições publicadas na edição de 2026.
O resultado quebra a melhoria registada em 2025, quando Portugal tinha aumentado para sete o número de universidades representadas entre as mil melhores precisamente com a entrada da Universidade da Beira Interior.
Na edição deste ano, as seis instituições portuguesas são Lisboa e Porto, ambas entre 301 e 400, Coimbra entre 401 e 500, Aveiro entre 501 e 600, Nova entre 701 e 800 e Minho entre 801 e 900. (UBI – Universidade da Beira Interior) O Shanghai Ranking avalia anualmente mais de 2.500 universidades e publica as mil melhores.
A metodologia está particularmente concentrada na investigação científica.
Entre os seis indicadores estão investigadores altamente citados, artigos publicados na Nature e na Science, produção científica indexada, antigos alunos e investigadores distinguidos com prémios Nobel ou medalhas Fields e desempenho científico ajustado à dimensão da instituição.
Por isso, o ranking mede sobretudo produção, impacto e excelência da investigação, e não fatores como experiência dos estudantes ou empregabilidade.
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