Euribor dão maior salto em meio ano e pressionam famílias com crédito da casa
Com o conflito no Médio Oriente sem fim à vista e o aumento das tensões a puxar cada vez mais pelos preços da energia , as taxas de juro do mercado estão de novo a acelerar, refletindo as expectativas dos investidores de que os bancos centrais vão ter de continuar a apertar as condições financeiras para travar a escalada da inflação.
Os acontecimentos do fim de semana na região agravaram ainda mais este cenário.
E levaram as Euribor a darem o maior salto em cerca de meio ano , o que vai pressionar os bolsos das famílias que vão ter de pagar mais pelo crédito da casa.
Esta segunda-feira, o petróleo atingiu os 107 dólares por barril e o gás natural acelerou mais de 5% para máximos de 2023 , depois de a Arábia Saudita ter encerrado um importante oleoduto que serve de alternativa ao Estreito de Ormuz, enquanto Omã adiou a reunião entre o Irão e os países do Golfo para discutirem o futuro do estreito que se mantém bloqueado, de forma intermitente, desde o dia 28 de fevereiro.
Incerteza “muda as coisas” e impede sinais do BCE Ler Mais “A verdade é que não se vê uma luz ao fundo do túnel, um fator positivo, em termos de tendências dos preços da energia”, explica o economista e presidente da consultora de mercados IMF.
“O mercado está a acordar para a realidade sobre onde é que estamos em termos de gás, produtos refinados e energia.
Mesmo que se resolva a guerra no Irão, há muita coisa que teria de acontecer nos produtos refinados para a situação normalizar”, salienta ainda Filipe Garcia.
Preços de energia mais altos e durante mais tempo vão ter impactos generalizados e persistentes nos preços ao consumidor.
Para evitar uma nova espiral inflacionista como a que se observou em 2023, na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia, e que levou a inflação a escalar acima de 10%, o Banco Central Europeu (BCE) vai ter de subir as taxas de juro mais de que o previsto até há pouco tempo.
A Zona Euro ainda está longe de uma crise inflacionista.
Ainda assim, a taxa de inflação na Zona Euro avançou para os 3,3% em agosto e fez soar os alarmes em Frankfurt.
As novas projeções do BCE mostraram que a inflação demorará, pelo menos, dois anos para baixar para o objetivo dos 2%.
"A verdade é que não se vê uma luz ao fundo do túnel, um fator positivo, em termos de tendências dos preços da energia.
O mercado está a acordar para a realidade sobre onde é que estamos em termos de gás, produtos refinados e energia.
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