Wall Street fecha mista em dia de sanções secundárias aos parceiros comerciais do Irão
O S&P 500 caiu 0,28% para 7.652,86 pontos, o Nasdaq Composite recuou 0,76% para 25.980,19 pontos e o Dow Jones subiu 0,26%, para 53.417,16 pontos.
Os principais índices de Wall Street fecharam a sessão desta segunda-feira maioritariamente em baixa, pressionadas pelas ações tecnológicas, enquanto os investidores avaliam a nova pressão económica dos Estados Unidos sobre o Irão e aguardam os resultados da Nvidia e novos dados de inflação.
Entre as tecnológicas, a Nvidia recuou quase 3%, enquanto a Micron Technology tombou mais de 5% e a Broadcom perdeu cerca de 3% O principal catalisador do dia foi a conferência de imprensa do secretário do Tesouro, Scott Bessent, que anunciou a “Operation Economic Outcast” — descrita como uma campanha sem precedentes de isolamento económico do Irão, ou “Dia D económico”.
Bessent afirmou que o objetivo é “cortar todas as linhas de vida económica que sustentam este regime tirânico até Teerão ficar sozinho”.
O Tesouro deu um período de “cura” a países e empresas para cortarem laços, mas sublinhou que a paciência é limitada e que “ninguém está acima do alcance das sanções americanas” (incluindo instituições chinesas que compram a maior parte do petróleo iraniano).
A ação surge no contexto de um conflito com o Irão que se aproxima dos seis meses, com tensões no Estreito de Ormuz e falhanço de tentativas de diálogo.
Os Estados Unidos foram com tudo e as ameaças são violentas (e podem correr mal): a ampliação de sanções secundárias a setores-chave explorados pelo Irão (ativos digitais, tecnologia, ouro, aviação e shipping); sanções a mais de 60 entidades, indivíduos e navios ligados a petróleo ilícito, tecnologia nuclear/míssil e operações cibernéticas; e um aviso claro de que qualquer entidade que facilite negócios com o regime arrisca ser excluída do sistema do dólar.
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