João Lourenço: “Atingimos um ponto de não-retorno. Daqui para a frente é a Angola desenvolvida”
Angola fechou um ciclo marcado por recessão, desequilíbrios orçamentais e dificuldades cambiais.
Transformou-se, é uma economia em recuperação.
O peso da dívida pública foi reduzido para menos de metade, a inflação caiu e a taxa de desemprego também.
E o crescimento acentuou-se, alicerçado no setor não petrolífero, que se afirma como o principal motor da actividade económica, num país que procura reduzir a dependência do petróleo e reforçar a confiança dos investidores.
Nos últimos dois anos, a economia expandiu-se a um ritmo médio de 4% ao ano, enquanto o segmento não petrolífero cresceu 5,2%.
No primeiro trimestre deste ano, o produto interno bruto expandiu-se a uma taxa de 5,3%, mas o setor não petrolífero evoluiu mais rapidamente, crescendo 6,2%.
O investimento estrangeiro no setor não-petrolífero cresceu 54%.
Os números foram apresentados pelo Presidente da República, João Lourenço, nesta quinta-feira, 15 de outubro, no último discurso do Estado da nação que protagoniza, na Assembleia Nacional.
Termina o segundo mandato e está constitucionalmente impedido de se recandidatar em 2027.
“Cedo reconhecemos a necessidade de mudar o modelo”, afirmou João Lourenço.
Defendeu que as reformas económicas realizadas desde 2017 estão a produzir resultados, apesar dos constrangimentos internos e dos sucessivos choques internacionais que condicionaram a trajetória do país.
A recuperação surge depois de um período particularmente difícil.
Quando assumiu a Presidência, em setembro de 2017, Angola enfrentava os efeitos da queda do preço do crude, a contração da atividade económica, o agravamento da dívida pública, a redução das reservas internacionais líquidas, a instabilidade cambial e dificuldades de acesso às divisas.
A inflação e a redução das despesas públicas e privadas agravavam um quadro que exigia uma resposta simultânea nas frentes orçamental, monetária e produtiva.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.