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Bancos de Wall Street veem “fraquezas pontuais” após trimestre de forte turbulência nos mercados

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Bancos de Wall Street veem “fraquezas pontuais” após trimestre de forte turbulência nos mercados

Os maiores bancos dos Estados Unidos apresentaram um terceiro trimestre desigual na banca de investimento e na atividade de negociação, num contexto em que os mercados de ações e de obrigações foram abalados pelas guerras em curso, pela subida da inflação e pelas incertezas em torno dos elevados investimentos na expansão da inteligência artificial, avança a “Reuters” numa reportagem publicada esta terça-feira, 13 de outubro.

Segundo a agência, os resultados divulgados pelo JPMorgan Chase, Wells Fargo, Goldman Sachs e Citigroup surgem após um primeiro semestre excecional, mas uma venda generalizada no mercado obrigacionista global — que levou as taxas de juro a níveis não observados desde o início do século —, juntamente com a volatilidade das ações, começou a fazer-se sentir nas maiores instituições financeiras do país, sobretudo nas últimas semanas de setembro.

IPOs perdem fôlego A “Reuters” sublinha que o mercado de ofertas públicas iniciais (IPO) perdeu ímpeto nas últimas semanas, ameaçando o que poderia ter sido um ano histórico para a banca de investimento.

Os analistas ouvidos pela agência consideram que o mercado esteve seletivo, mas não fechado — as ofertas adiadas poderão avançar caso as condições se estabilizem no quarto trimestre.

O CFO do JPMorgan, Jeremy Barnum, reafirmou que a carteira de negócios (pipeline) continua “muito, muito forte”, embora reconheça um abrandamento na segunda metade de setembro.

Em momentos de turbulência, “o hiato entre compradores e vendedores pode alargar-se temporariamente”, afirmou, acrescentando que, “a olhar para o panorama geral, inclinar-me-ia mais para o lado dos adiamentos do que dos cancelamentos”.

Já o administrador financeiro do Wells Fargo, Mike Santomassimo, declarou em conferência de imprensa que a atividade de negociação dos clientes “abrandou significativamente” nas últimas semanas de setembro, realçando o impacto da forte subida da taxa de juro de referência das obrigações a 10 anos.

O CFO do Citigroup, Gonzalo Luchetti, relatou uma atividade mais débil em banca de investimento no trimestre, após volumes recorde no primeiro semestre.

A reportagem destaca, no entanto, pontos de força: a receita da divisão de mercados do JPMorgan subiu 15% no trimestre em termos homólogos, com a receita de ações a disparar 49%, impulsionada pela reavaliação das carteiras face à incerteza sobre as taxas de juro globais e à subida dos preços da energia.

O Goldman Sachs superou as previsões de lucro do trimestre, com os mercados voláteis associados ao conflito no Médio Oriente a impulsionar a receita de ações — apesar de a receita de rendimento fixo, câmbio e matérias-primas (FICC) ter recuado 1% em termos homólogos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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