SIRESP: presidente contraria suspeitas e garante “escrutínio permanente”
O presidente da empresa que gere o SIRESP garantiu esta terça-feira no parlamento que a entidade efetua um “escrutínio permanente” e que mensalmente é feito um relatório, o qual é entregue à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
“A SIRESP SA faz todos os meses um relatório que escrutina a qualidade da rede e utiliza para esse efeito tudo o que foi definido no contrato de prestação de serviços que foi estabelecido com o Estado no momento em que a rede passou para o acionista único Estado”, afirmou Paulo Viegas Nunes.
Na Comissão Parlamentar de Inquérito aos Negócios dos Incêndios Rurais, o presidente da empresa responsável pelas comunicações de emergência do Estado sustentou que a “SIRESP SA tem essa base de trabalho e de escrutínio permanente”.
“Os resultados desse escrutínio são mensais, são transmitidos à Secretaria-Geral do MAI”, adiantou o responsável, em resposta ao deputado Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, sobre a existência ou não de negócios abusivos relacionados com o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) e incêndios.
O secretário-geral do Ministério da Administração Interna, demitido na segunda-feira pelo ministro da Administração Interna, lançou várias suspeitas à SIRESP SA, nomeadamente que recebe anualmente a indemnização compensatória de cerca de 26 milhões euros “sem qualquer fiscalização externa ou independente”.
SIRESP dita cessação de funções no MAI Na segunda-feira, o Ministério da Administração Interna (MAI) anunciou que o secretário-geral daquele ministério, Ricardo Carrilho, cessou funções por determinação do ministro Luís Neves.
Mais tarde, o agora ex-secretário-geral do MAI considerou a exoneração “um ato de retaliação” e acusou o ministro da Administração Interna de “pressões ilegítimas” e “de uma interferência política asfixiante”.
Na sequência destas declarações, o ministro emitiu um comunicado no qual justificou a demissão do secretário-geral com “quebra de confiança”, resultante de situações, incluindo algumas “de particular gravidade”, que “comprometeram o funcionamento dos serviços”.
Luís Neves acusou Ricardo Carrilho de ter nos últimos meses “uma permanente atitude de confronto, procurando, por todos os meios, prejudicar o funcionamento do SIRESP” e, “em plena época de incêndios, extinguiu o Centro de Operações e Gestão (COG) do SIRESP – o “centro nevrálgico” da rede de comunicações de emergência – à revelia da tutela, sem apresentar soluções alternativas”.
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